O Cartório de Registro de Imóveis e Ipotecas, erguido em Maracás, Bahia, em 1938, representa um marco na história da cidade e na consolidação do sistema de registro de bens imóveis. A data exata da sua instalação é um tanto nebulosa, mas a fundação do cartório está ligada ao crescimento da região, que, na década de 1930, já demonstrava um desenvolvimento significativo. A cidade, então, era uma pequena vila de agricultura e pecuária, com a economia baseada na produção de grãos e a crescente demanda por moradia. A chegada de novos imigrantes, principalmente de São Paulo, impulsionou a economia local e a necessidade de formalizar a propriedade de terras e edificações.
O primeiro tabelião a assumir a responsabilidade pelo cartório foi o Sr. José Ferreira de Oliveira, um homem de pouca experiência, mas com uma forte convicção no poder do registro. Ao longo das décadas, o cartório passou por diversas transformações, adaptando-se às necessidades da população e às mudanças legais do país. Aos poucos, o cartório se consolidou como um importante instrumento de segurança jurídica e de acesso à propriedade, atendendo a uma demanda crescente de famílias que buscavam a proteção de seus bens e a garantia de seus direitos.
A partir de 1960, o cartório passou por uma modernização significativa, com a introdução de novas tecnologias e a ampliação de sua equipe. A partir de 1978, o cartório passou a ser conhecido como Cartório de Registro de Imóveis e Ipotecas, um nome que refletia a abrangência de suas atividades. Ao longo dos anos, o cartório se tornou um ponto de referência para a comunidade de Maracás, auxiliando em diversas questões relacionadas à propriedade, como a transferência de terras, a venda de imóveis e a regularização de títulos. A estimativa atual é que o cartório tenha atendido a mais de 5.000 famílias, desde os primeiros moradores da cidade até os dias atuais, garantindo a segurança jurídica de seus laços com a terra e a propriedade.