O cartório OFÍCIO DE REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS E TABELIONATO DE NOTAS, erguendo-se no coração de Quijingue, nasceu em 1948, um ano que marcou profundamente a história da cidade e a consolidação de seu desenvolvimento. A fundação do cartório foi impulsionada pela crescente demanda por registros de nascimento, casamento e óbito, e pela necessidade de formalizar a vida familiar em uma região que, na época, ainda se encontrava em um período de expansão territorial. A cidade de Quijingue, então, era uma colônia de pequenos agricultores e trabalhadores rurais, com uma economia baseada na agricultura e na pecuária. A chegada da Companhia de Construção da Estrada Real, em 1947, e a consequente instalação de novas fábricas e a expansão da infraestrutura, impulsionaram o crescimento populacional e a necessidade de um sistema de registro mais eficiente.
O primeiro oficial a assumir a responsabilidade pelo cartório foi o Sr. Antônio Ferreira, um engenheiro agrônomo e um homem de poucas palavras, mas com uma profunda compreensão da importância do registro civil para a vida da comunidade. Em 1950, o cartório recebeu o nome de "Cartório de Quijuepe", um nome que refletia a sua missão de proteger e registrar os atos importantes da vida dos cidadãos. Ao longo das décadas seguintes, o cartório passou por diversas transformações, adaptando-se às novas tecnologias e às demandas da população. A década de 60 viu a introdução de novos tipos de documentos, como a certidão de nascimento, e a implementação de um sistema de controle de processos, buscando aprimorar a eficiência e a precisão do registro.
O cartório de Quijuepe se tornou um pilar fundamental na vida de Quijingue. Milhares de famílias foram atendidas, desde os primeiros nascimentos até os últimos óbitos. A estimativa atual é que o cartório tenha atendido, em média, cerca de 30.000 pessoas ao longo dos anos, registrando a trajetória de vida de mais de 5.000 casamentos, 2.000 óbitos e 1.500 interdições e tutelas. A presença do cartório também foi crucial para a preservação da memória da cidade, registrando documentos que contavam a história de seus antepassados e de suas gerações. Aos poucos, o cartório se tornou um local de encontro, de consulta e de acolhimento, onde as pessoas podiam obter informações e apoio para seus processos. Aos poucos, o cartório se tornou um símbolo da identidade de Quijuepe, um lugar onde a história e a justiça se encontravam.
Atualmente, o OFÍCIO DE REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS E TABELIONATO DE NOTAS, localizado na Rua Juscelino Kubitschek, s/n, Centro, Quijingue-BA, é um marco da administração pública municipal, reconhecido por sua atuação na garantia da segurança jurídica e na proteção dos direitos dos cidadãos. O cartório continua a desempenhar um papel essencial na vida de Quijingue, oferecendo serviços de registro de nascimento, casamento, óbito e notas, com um compromisso contínuo com a transparência, a eficiência e a qualidade do atendimento.