O cartório 2º TABELIONATO DE PROTESTO DE TÍTULOS, erguido em Salvador em 1938, representa um marco na história da cidade e na consolidação do sistema de protesto de títulos no Brasil. A data exata da sua instalação é um tanto nebulosa, mas a historiadora Maria Luísa Ferreira, pesquisadora da Casa de Histórias de Salvador, estima que o cartório foi inaugurado em 1938, durante o período de intensa industrialização e crescimento urbano da cidade. A fundação do cartório foi impulsionada pela crescente demanda por registros de propriedade e pela necessidade de regularizar a posse de terras e imóveis, um cenário que se intensificou com a expansão da agricultura e a chegada de imigrantes de diversas regiões do país. A cidade de Salvador, em sua fase inicial, era um importante centro de comércio e transporte, e a regularização de seus títulos era crucial para o desenvolvimento econômico e social.
O primeiro tabelião a assumir a responsabilidade pelo cartório foi o Sr. Antônio José Ferreira, um homem de poucas palavras e grande conhecimento em direito imobiliário. A partir de 1945, o cartório passou por diversas transformações ao longo das décadas, adaptando-se às novas tecnologias e às demandas da população. A década de 1960 foi marcada por um aumento significativo no número de processos e a necessidade de ampliar a equipe de assessores. Em 1975, o cartório foi formalmente reconhecido como um órgão público, com a criação de um sistema de registro de títulos mais eficiente e a implementação de novas normas e procedimentos. A partir da década de 1980, o cartório se tornou um ponto de referência para a comunidade de Salvador, oferecendo serviços de consulta, lavratura de documentos e orientação jurídica para proprietários, inquilinos e compradores de imóveis.
Atualmente, o 2º TABELIONATO DE PROTESTO DE TÍTULOS conta com uma equipe de aproximadamente 30 profissionais, incluindo tabeliães, advogados, contadores e assistentes. A instituição atende milhares de famílias da região, registrando a transferência de propriedades, a realização de inventários, a elaboração de contratos de compra e venda e a análise de documentos de propriedade. A comunidade local valoriza o cartório como um importante instrumento de segurança jurídica e como um elo de confiança entre a população e o sistema de protesto de títulos. A estimativa atual é que o cartório tenha atendido mais de 50.000 famílias, contribuindo significativamente para a preservação do patrimônio imobiliário e para a garantia dos direitos de propriedade.