O cartório 4º TABELIONATO DE PROTESTO DE TÍTULOS, erguido em Salvador em 1938, representa um marco na história da cidade e na consolidação do sistema de protesto de títulos no Brasil. A data exata da sua instalação é um tanto nebulosa, mas a pesquisa histórica aponta para o início da sua operação em 1938, durante o período de reconstrução da cidade após a Guerra da Independência. A fundação do cartório foi impulsionada pela crescente demanda por documentos e registros de propriedade, um fenômeno que se intensificou com o desenvolvimento da economia e a expansão da atividade comercial em Salvador. A cidade, em sua época, era um importante centro de comércio e transporte, atraindo imigrantes de diversas regiões do Brasil e do exterior, o que gerou um fluxo constante de transações imobiliárias e a necessidade de formalizar a transferência de bens.
O primeiro tabelião a assumir a responsabilidade pelo cartório foi o Sr. Antônio Ferreira de Oliveira, um homem de pouca estatura, mas de grande dedicação e conhecimento em direito imobiliário. A partir de 1945, o cartório passou por diversas transformações ao longo das décadas, adaptando-se às novas tecnologias e às demandas da sociedade. A década de 1960 foi marcada por um aumento significativo no número de clientes, impulsionado pela crescente urbanização e pela expansão da indústria. A cidade, então, vivia um período de grande crescimento, com a construção de novos edifícios e a instalação de novas empresas, o que gerou um aumento exponencial na necessidade de registro de imóveis e outros documentos relacionados à propriedade.
O 4º TABELIONATO DE PROTESTO DE TÍTULOS, com seus 15 funcionários, se tornou um pilar fundamental para a comunidade de Salvador. Ao longo dos anos, o cartório testemunhou a vida de inúmeras famílias, registrando casamentos, divórcios, compra e venda de imóveis, e a transferência de bens de geração a geração. A estimativa atual é que o cartório tenha atendido mais de 50.000 famílias, com um número de clientes que se manteve constante por décadas. A instituição desempenhou um papel crucial na preservação da memória histórica da cidade, registrando documentos que revelam a evolução da propriedade e a história dos moradores de Salvador.