O cartório Serventia Extrajudicial do Ofício Único de Pedro do Rosário-MA, erguido em um momento crucial para a história da cidade, nasceu em 1928, com a fundação da Vila de Pedro do Rosário, que, na época, era uma pequena comunidade de agricultores e artesãos. A região, então, era um polo de produção de café e algodão, e a economia local dependia fortemente da atividade agrícola. A chegada da Companhia de Minas Gerais, em 1932, impulsionou o crescimento da cidade e a necessidade de um sistema de registro de bens e direitos, um marco importante para a organização da vida social e econômica.
O primeiro tabelião a assumir a responsabilidade pelo cartório foi o Sr. José Ferreira, um homem de pouca experiência, mas com uma forte convicção na importância do registro de documentos. Em 1935, o cartório recebeu o nome de "Serventia Extrajudicial do Ofício Único", uma homenagem à tradição de registrar e proteger os bens da comunidade, buscando garantir a segurança jurídica das transações comerciais e familiares. Ao longo das décadas seguintes, o cartório passou por diversas transformações, adaptando-se às necessidades da população e às mudanças do cenário econômico e social. A década de 1960 viu o aumento da demanda por serviços de registro de imóveis, impulsionado pelo crescimento da população e pela expansão da agricultura. A cidade, em constante desenvolvimento, necessitava de um sistema eficiente para registrar a propriedade de terras, casas e outros bens, e o cartório se tornou fundamental para isso.
O cartório serviu de suporte para a vida de inúmeras famílias de Pedro do Rosário. Muitas gerações de famílias rurais e urbanas, desde os primeiros colonos até os dias atuais, dependem do Serventia Extrajudicial para registrar suas propriedades, realizar transferências de bens e garantir a segurança jurídica de seus negócios. A estimativa atual é que o cartório tenha atendido mais de 5.000 famílias, registrando milhares de documentos e garantindo a segurança jurídica de seus bens. O cartório também desempenhou um papel crucial na preservação da memória histórica da cidade, registrando documentos que narram a história de Pedro do Rosário, desde a fundação até os dias atuais. A sua atuação continua relevante para a comunidade, garantindo a segurança jurídica e a preservação do patrimônio imobiliário da cidade.