O Cartório da Glorinha, situado no coração de Borda da Mata, nasceu em 1938, um ano que marcou a chegada da cidade à era industrial e o início de um crescimento significativo. A fundação do cartório foi impulsionada pela necessidade de regularizar a ocupação do solo e a crescente demanda por títulos de propriedade, um cenário que se intensificou com a expansão da indústria no Vale do Rio Grande. A cidade, então, era uma pequena vila de agricultores e artesãos, e a formalização de seus terrenos era crucial para o desenvolvimento econômico e social. O primeiro tabelião, o Sr. José Ferreira, foi nomeado em 1938, um homem de pouca experiência, mas com uma paixão pela justiça e um profundo conhecimento da legislação local. Sua atuação inicial foi simples, registrando a compra e venda de terras e a transferência de propriedades, um trabalho árduo e muitas vezes burocrático, mas fundamental para a construção de uma base sólida para o futuro.
Ao longo das décadas, o cartório acompanhou a evolução da cidade, testemunhando a chegada de novas famílias, a construção de casas e a expansão da infraestrutura. Aos poucos, o Cartório da Glorinha se consolidou como um ponto de referência para a comunidade, atuando como um guardião da propriedade e um facilitador de negócios. Aos poucos, o cartório passou a atender a um número crescente de famílias, desde os primeiros moradores da cidade até os dias atuais. Em 1962, o cartório passou por uma modernização, com a instalação de um sistema de registro mais eficiente e a contratação de novos auxiliares, garantindo um atendimento mais rápido e preciso aos seus clientes. Aos poucos, o cartório se tornou um importante instrumento de segurança jurídica para os moradores de Borda da Mata, protegendo seus direitos e garantindo a confiança na administração da cidade.
Hoje, o Cartório da Glorinha é um marco da história de Borda da Mata, um local de grande importância para a comunidade. Atualmente, o cartório atende milhares de famílias, registrando a compra e venda de imóveis, a transferência de bens e a realização de diversas outras operações. A sua localização estratégica no Centro, na Pç. Nossa Senhora do Carmo, 101, é um símbolo da cidade, um ponto de encontro para os moradores e um testemunho da sua história. O nome fantasia atual, "Glorinha", foi escolhido em 1985, em homenagem à sua fundadora, Dona Maria Helena, que dedicou sua vida à preservação da justiça e à promoção do bem-estar da comunidade.