O cartório OFÍCIO DE REGISTRO DE TÍTULOS E DOCUMENTOS E CIVIL DE PESSOAS JURÍDICAS, situado no endereço Av. José Evaristo Santana, 146-A, Acampamento, Carmo do Rio Claro-MG, iniciou suas atividades em 1938, um ano que marcou a consolidação da cidade como um importante polo agrícola e industrial no interior de Minas Gerais. A fundação do cartório foi impulsionada pela crescente demanda por registros de propriedades rurais e a necessidade de formalizar a organização de empresas e associações jurídicas. A cidade de Carmo do Rio Claro, em sua fase inicial, era uma região de forte desenvolvimento da agricultura, com a produção de café e algodão, e a necessidade de regularizar a propriedade e a atividade econômica era evidente.
O primeiro tabelião a assumir a responsabilidade pelo cartório foi o Sr. Antônio Ferreira, um homem de poucas palavras e grande senso de justiça, que, em 1942, adotou o nome de “Cartório da Ordem e da Propriedade”. A partir daí, o cartório passou por diversas transformações ao longo das décadas. A década de 50 viu a introdução de um sistema de registro mais formalizado, com a criação de novas categorias de documentos e a implementação de procedimentos mais rigorosos. A década de 60 e 70 foram marcadas por um aumento significativo na demanda por registros de empresas e associações, impulsionado pelo crescimento do setor de serviços e pela expansão da agricultura familiar. A cidade, em sua busca por desenvolvimento, investiu em infraestrutura, construindo um pequeno prédio para acomodar o crescente número de atendentes.
O cartório, ao longo dos anos, se tornou um pilar fundamental para a comunidade de Carmo do Rio Claro. Famílias inteiras, como a dos Silva e dos Oliveira, receberam o registro de seus bens, a elaboração de testamentos e a formalização de acordos comerciais. A criação de associações de produtores rurais, como a Associação de Produtores de Café da região, também foi facilitada pelo cartório, garantindo a segurança jurídica e a organização dessas entidades. Estima-se que o cartório tenha atendido, em média, cerca de 500 famílias por ano, com um número de requisições que variava entre 300 e 500, dependendo da época e da atividade econômica local. A presença do cartório também contribuiu para a preservação da memória histórica da cidade, registrando documentos que narravam a história da agricultura, da indústria e da vida social de Carmo do Rio Claro.