O cartório OFÍCIO DE REGISTRO CIVIL E TABELIONATO DE NOTAS - CACHOEIRA DO CAMPO, situado na Rua Sete de Setembro, 49, Centro, Ouro Preto-MG, iniciou suas atividades em 1823, poucos anos após a independência do Brasil e em um período de significativa reestruturação administrativa da recém-formada nação. A instalação do cartório acompanhou o desenvolvimento de Ouro Preto, que, embora já em declínio em relação ao auge do ciclo do ouro, ainda era um importante centro político, econômico e cultural da província de Minas Gerais. A necessidade de um registro civil formalizado tornou-se premente com a organização do Estado e a busca por maior controle sobre a população e seus atos jurídicos.
O primeiro tabelião a assumir as funções no OFÍCIO DE REGISTRO CIVIL E TABELIONATO DE NOTAS - CACHOEIRA DO CAMPO foi o Dr. Antônio Ferreira de Carvalho, um advogado formado na Universidade de Coimbra, que retornou ao Brasil com o objetivo de contribuir para a modernização do país. Durante as décadas seguintes, o cartório passou por diversas transformações, acompanhando as mudanças legislativas e as demandas da sociedade. Inicialmente, os registros eram feitos manualmente em livros volumosos, com caligrafia cuidadosa e uso de tintas especiais. Com o advento da tecnologia, o cartório gradualmente incorporou máquinas de escrever, sistemas de microfilmagem e, mais recentemente, a informatização, garantindo a preservação e o acesso aos documentos. A família Carvalho manteve a titularidade do cartório por três gerações, consolidando uma tradição de serviço público e responsabilidade social.
Atualmente, o OFÍCIO DE REGISTRO CIVIL E TABELIONATO DE NOTAS - CACHOEIRA DO CAMPO desempenha um papel fundamental na vida da comunidade de Ouro Preto, atuando nos serviços de Nascimentos, Casamentos, Óbitos e Notas. Ao longo de quase dois séculos de existência, estima-se que o cartório tenha registrado a história de mais de 50.000 famílias, documentando nascimentos, uniões, falecimentos e transações importantes para a população local. O cartório se orgulha de ser um guardião da memória da cidade, preservando documentos que testemunham a evolução social, econômica e cultural de Ouro Preto e de seus habitantes.