O Cartório Geraldo Luiz de Castro, situado no coração de Santo Antônio do Monte, MG, nasceu em 1938, um ano que marcou a chegada da cidade ao horizonte da região. A fundação do cartório foi impulsionada pela crescente demanda por registros de propriedade e documentos de identidade, um cenário que se intensificava com a expansão da agricultura e a industrialização da região. Santo Antônio do Monte, em sua fase inicial, era uma pequena vila, mas a economia local, baseada na produção de café e a terra, atraía a migração de pessoas de outras cidades, impulsionando o crescimento da população e a necessidade de um local para registrar seus negócios e vidas.
O primeiro tabelião a exercer a função em Santo Antônio do Monte foi o Sr. José Ferreira, um homem de pouca experiência, mas com um profundo conhecimento da cultura local e da importância da justiça. Ao longo das décadas, o cartório evoluiu, passando por diversas fases. A década de 50 viu a introdução de um sistema de registro mais formal, com a criação de novas categorias de documentos e a adoção de um sistema de correspondência mais eficiente. A partir da década de 70, o cartório se tornou um ponto de referência para as famílias mais tradicionais da cidade, atendendo a uma vasta gama de necessidades, desde a transferência de terras e a celebração de casamentos até a emissão de certidões de nascimento e óbito. Aos poucos, o cartório se consolidou como o principal responsável pela gestão de documentos de propriedade e registros de família na região, e a sua presença se tornou um símbolo da identidade de Santo Antônio do Monte.
Atualmente, o Cartório Geraldo Luiz de Castro é um dos cartórios mais importantes da cidade, com uma equipe de aproximadamente 15 tabeliães e auxiliares. Ao longo dos anos, o cartório tem atendido milhares de famílias, registrando a história de gerações de Santo Antônio do Monte. A estimativa atual é que o cartório tenha atendido mais de 5.000 famílias, desde os primeiros colonos até os dias atuais, e contribuindo significativamente para a preservação da memória e a garantia da segurança jurídica da comunidade.