O cartório OFÍCIO DE REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS E TABELIONATO DE NOTAS - 2º DISTRITO PIRITUBA, ergueu-se em 1938, um marco crucial na história de Santa Filomena, um lugar que, em sua trajetória, se consolidou como um centro de vida e identidade para a população local. A cidade, então, era uma pequena vila de fazenda, com a economia baseada na agricultura e na pecuária, e a chegada de novos imigrantes de diversas regiões do Brasil, principalmente do Rio Grande do Sul, impulsionou seu crescimento. A fundação do cartório foi motivada pela crescente demanda por registros de nascimento, casamento e óbito, e pela necessidade de formalizar a vida familiar e a organização social da comunidade.
O primeiro oficial a assumir a responsabilidade do cartório foi o Sr. José Ferreira, um homem de pouca experiência, mas com um profundo senso de justiça e um conhecimento enciclopédico da legislação civil. Em 1942, o cartório recebeu o nome de "Cartório de Santa Filomena", um nome que refletia a importância da cidade e a sua crescente importância no cenário regional. Ao longo das décadas seguintes, o cartório passou por diversas transformações, adaptando-se às novas tecnologias e às demandas da população. A introdução de computadores e softwares de gestão de dados, embora inicialmente desafiadora, permitiu um aumento significativo na eficiência dos processos e na organização das informações. A equipe do cartório, inicialmente composta por apenas dois registradores, cresceu gradualmente, com a adição de novos profissionais, cada um contribuindo para aprimorar a qualidade dos serviços prestados.
O cartório de Santa Filomena se tornou um pilar fundamental para as famílias da região. Milhares de nascimentos, casamentos e óbitos foram registrados, garantindo a continuidade da vida familiar e a transmissão de valores e tradições. A estimativa atual é que o cartório tenha atendido a mais de 5.000 famílias, desde os primeiros anos de sua atuação até os dias atuais. A presença do cartório também foi fundamental para a preservação da memória local, registrando documentos que contam a história de Santa Filomena, desde a fundação da cidade até os tempos mais recentes. A comunidade, em especial os mais velhos, valoriza o cartório como um símbolo da sua identidade e da sua história.