A história do Cartório da Campina do Simão remonta ao final do século XIX, em 1888. A cidade, então um pequeno núcleo rural, estava em plena expansão, com a chegada de trabalhadores rurais e a construção de uma pequena estação de trem. A necessidade de registrar os primeiros registros de nascimento, casamento e óbito, para garantir a segurança jurídica e a organização da população, impulsionou a criação do cartório. O primeiro oficial, o Sr. José Ferreira da Silva, foi nomeado como o primeiro tabelião, um homem de pouca experiência, mas com uma dedicação inabalável à justiça e à recordação da história da cidade. Inicialmente, o cartório operava em uma pequena sala de atendimento, no centro da praça principal, e era atendido por um único funcionário, o Sr. Antônio Oliveira, um homem de pouca idade, mas com um profundo conhecimento das leis e tradições locais.
Ao longo das décadas seguintes, o cartório passou por diversas transformações. A cidade cresceu e se desenvolveu, e com ela, a demanda por seus serviços. A década de 1930 viu a introdução de novas especialidades, como a emissão de certidões de casamento e a elaboração de testamentos. A chegada de novos funcionários, como a Sra. Maria Helena Souza, em 1950, trouxe modernidade e eficiência ao cartório, permitindo a organização de processos mais complexos e a utilização de novas tecnologias. A cidade, com sua economia baseada na agricultura e pecuária, se tornou um importante centro de produção de alimentos, e o cartório desempenhou um papel crucial na garantia da segurança alimentar da população.
Hoje, o Cartório da Campina do Simão é um marco da história local, um local de referência para a comunidade. Atualmente, o cartório conta com uma equipe de aproximadamente 15 funcionários, que atendem a mais de 500 famílias por mês. A instituição se orgulha de sua tradição e de seu papel fundamental na preservação da memória e na garantia da segurança jurídica para todos os moradores de Campina do Simão. O nome "Cartório da Campina do Simão" foi escolhido para homenagear a cidade, que, apesar de sua simplicidade, sempre foi um lugar de encontro e de esperança para aqueles que buscavam segurança e justiça.