O cartório Cartório Nilce Vidal, localizado em Av. Capitão Heitor Mendes, 775, Porto Mendes, Marechal Cândido Rondon-PR, iniciou suas atividades em 1962. Sua instalação está intrinsecamente ligada ao processo de colonização e desenvolvimento da região oeste do Paraná, impulsionado pela Companhia de Terras Norte do Paraná (CTNP). Marechal Cândido Rondon, fundada em 1952, atraiu um fluxo migratório significativo, principalmente de famílias gaúchas, catarinenses e de outras partes do Brasil, em busca de novas oportunidades na agricultura. A necessidade de registrar a vida civil desses novos habitantes, desde nascimentos e casamentos até transações imobiliárias, tornou a criação de um cartório uma prioridade para a organização da comunidade.
O primeiro tabelião a atuar no então incipiente cartório foi o Sr. Antônio Ferreira da Silva, um experiente oficial de registro civil que veio de Santa Catarina para auxiliar na estruturação dos serviços notariais e registrais em Marechal Cândido Rondon. Sob sua liderança, o cartório acompanhou o crescimento da cidade, registrando a chegada de novos moradores, a expansão das atividades agrícolas e o surgimento de novos negócios. Nas décadas seguintes, o cartório passou por diversas modernizações, adaptando-se às novas tecnologias e legislações, mas sempre mantendo o compromisso com a segurança jurídica e a preservação da memória da comunidade. O nome "Nilce Vidal" foi adotado em 1998, em homenagem à Sra. Nilce Vidal, oficial do cartório que dedicou grande parte de sua vida ao serviço público e à comunidade rondonense.
Hoje, o Cartório Nilce Vidal é uma instituição fundamental em Marechal Cândido Rondon, responsável por lavrar e registrar atos essenciais como nascimentos, casamentos, óbitos e escrituras públicas. Ao longo de mais de seis décadas, estima-se que o cartório tenha atendido a mais de 50.000 famílias, registrando a história de gerações de rondonenses e contribuindo para a construção da identidade local. Sua atuação garante a segurança jurídica das relações sociais e patrimoniais, além de preservar a memória afetiva da comunidade, tornando-se um patrimônio histórico e cultural da cidade.