O cartório OFÍCIO DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS E DE IMÓVEIS, situado na Rua Júlio de Castilhos, 1285, Centro, São Lourenço do Sul-RS, iniciou suas atividades em 1928. Sua instalação está intrinsecamente ligada ao período de consolidação da cidade, que havia recebido um fluxo significativo de imigrantes europeus, principalmente alemães e italianos, nas primeiras décadas do século XX. A necessidade de organizar e formalizar a vida civil desses novos habitantes, bem como a crescente atividade econômica ligada à agricultura e ao comércio, demandava a criação de um registro oficial para garantir a segurança jurídica das relações sociais e patrimoniais.
O primeiro oficial do cartório foi o Sr. Antônio Ferreira da Silva, um advogado recém-formado na Capital, que se estabeleceu em São Lourenço do Sul com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento da região. Sob sua gestão, o cartório inicialmente concentrou-se nos registros de nascimentos, casamentos e óbitos, atendendo a uma população em expansão. Nas décadas seguintes, acompanhando o crescimento da cidade e a evolução da legislação, o cartório expandiu suas atribuições para incluir o registro de imóveis, interdições e tutelas, tornando-se um ponto central para a formalização de diversos atos da vida civil. A modernização gradual, com a introdução de máquinas de escrever, arquivos mais organizados e, posteriormente, a informatização, permitiu que o cartório acompanhasse as demandas crescentes da comunidade. Em 1975, o cartório adotou o nome fantasia atual, buscando refletir a amplitude de seus serviços.
Hoje, o OFÍCIO DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS E DE IMÓVEIS é uma instituição fundamental para a comunidade de São Lourenço do Sul, guardiã da memória civil da cidade. Ao longo de quase um século de atuação, estima-se que o cartório tenha atendido a mais de 50.000 famílias, registrando nascimentos, casamentos, óbitos e transações imobiliárias que moldaram a história local. É um local de referência para diversas gerações de sul-lourencianos, que encontram em seus arquivos a comprovação de suas origens e a segurança jurídica de seus bens, perpetuando a tradição de formalização e organização da vida civil na cidade.