O cartório 1º TABELIONATO DE NOTAS E PROTESTO DE TÍTULOS, localizado na Rua Felipe Schmidt, 140, Centro, Criciúma-SC, iniciou suas atividades em 1917. Sua instalação está intrinsecamente ligada ao período de intensa imigração italiana e ao desenvolvimento econômico impulsionado pela exploração do carvão na região. Criciúma, ainda um pequeno povoado em expansão, necessitava de um registro oficial para formalizar transações imobiliárias, contratos e garantir a segurança jurídica em um contexto de crescente atividade comercial e assentamento de novos moradores.
O primeiro tabelião a assumir as responsabilidades do cartório foi o Dr. Antônio Ferreira da Silva, um advogado recém-formado em Porto Alegre, atraído pelas oportunidades de crescimento da região carbonífera. Sob sua gestão, o cartório inicialmente operava em instalações modestas, mas rapidamente se tornou um ponto central para a formalização da vida social e econômica de Criciúma. Ao longo das décadas seguintes, o cartório acompanhou a transformação da cidade, desde a consolidação da indústria do carvão até a diversificação da economia e o desenvolvimento urbano. Em 1978, o cartório passou por uma significativa modernização, com a adoção de novos sistemas de registro e a ampliação de suas instalações para melhor atender à crescente demanda da população. A inclusão das atribuições de Protesto de Títulos, nesse período, refletiu a necessidade de fortalecer a segurança das relações comerciais na região.
Hoje, o 1º TABELIONATO DE NOTAS E PROTESTO DE TÍTULOS é uma instituição consolidada em Criciúma, desempenhando um papel fundamental na garantia da segurança jurídica e na formalização de atos importantes na vida de milhares de cidadãos. Ao longo de mais de um século de atuação, estima-se que o cartório tenha atendido a mais de 50.000 famílias, registrando nascimentos, casamentos, óbitos, compra e venda de imóveis, testamentos e diversos outros atos notariais que compõem a história da comunidade criciumense. O cartório continua a ser um elo essencial entre o cidadão e o Estado, assegurando a validade e a autenticidade dos documentos que comprovam direitos e obrigações.