O Cartório do Registro Civil com Funções Notariais, erguido em 1888, na Rua Zeferino Correia, s/n, em Rio do Antônio, representa um marco na história da cidade e um testemunho da sua evolução. A fundação do cartório foi impulsionada pela crescente demanda por registros de nascimento, casamento e óbito, que se intensificava com o desenvolvimento da agricultura e da pecuária na região. A cidade, então, era um pequeno núcleo rural, mas a chegada de imigrantes de diversas partes do Brasil, principalmente do Pará, trouxe consigo uma nova dinâmica social e econômica, que exigia a formalização de seus laços familiares e a documentação de seus bens.
O primeiro tabelião a assumir a responsabilidade pelo cartório foi o Sr. José Ferreira, um homem de pouca experiência, mas com um profundo conhecimento da lei e da tradição. Em suas primeiras décadas, o cartório operava com uma estrutura modesta, utilizando principalmente o registro de documentos em papel e com um número limitado de auxiliares. Aos poucos, o cartório se expandiu, incorporando a prática da notaria, que se tornou um elemento fundamental para a garantia da segurança jurídica das transações. Aos poucos, o cartório passou a atender a um número crescente de famílias, registrando nascimentos, casamentos e óbitos, além de oferecer serviços de notas, como escrituras e testamentos. Aos poucos, o cartório se tornou um ponto de referência para a comunidade, onde as pessoas buscavam a documentação necessária para a vida e a morte, e onde a confiança e a segurança jurídica eram valores centrais.
Hoje, o Cartório do Registro Civil com Funções Notariais é um dos principais centros de atividade da cidade, com um número de funcionários que ultrapassa os 50 e um fluxo constante de pessoas buscando seus serviços. A sua localização, Rua Zeferino Correia, s/n, é um símbolo da importância do cartório para a vida de Rio do Antônio. Apesar das mudanças tecnológicas e da crescente digitalização dos processos, o cartório mantém sua tradição e sua importância para a comunidade, garantindo a segurança jurídica e a preservação da memória histórica da cidade.