O Cartório da Maria Amélia, situado no coração de Aiuruoca, MG, data sua instalação é estimada em 1888, um ano que marcou a chegada da cidade à era do progresso e da expansão agrícola. A fundação do cartório foi impulsionada pela crescente demanda por registros de propriedade e documentos para os novos colonos que se estabeleciam na região. Aiuruoca, em sua época, era uma pequena vila, com a economia baseada na agricultura de subsistência e na pecuária, e a necessidade de formalizar a posse da terra e a transferência de bens era um desafio constante. Inicialmente, o cartório era um pequeno estabelecimento, com apenas um tabelião, o Sr. José Ferreira, um homem de pouca experiência, mas com uma dedicação inabalável à justiça e à organização. A história do cartório se entrelaça com a própria história de Aiuruoca, refletindo a evolução da cidade de uma comunidade rural para um importante centro de comércio e agricultura.
Em 1910, o cartório recebeu o nome de "Cartório da Maria Amélia, em homenagem à fundadora da cidade, a própria Maria Amélia, uma mulher que, segundo a lenda, dedicou sua vida a promover a justiça e a educação na região. Ao longo das décadas, o cartório passou por diversas transformações, adaptando-se às necessidades da população e às novas tecnologias. A década de 1930 viu a introdução de novos tipos de documentos, como certidões de nascimento e casamento, e a ampliação do alcance do cartório para incluir o registro de pessoas jurídicas, como empresas e associações. Aos poucos, o Cartório da Maria Amélia se consolidou como um pilar fundamental da administração da cidade, auxiliando na regularização de negócios, na proteção dos direitos dos cidadãos e na preservação da memória histórica de Aiuruoca.
Ao longo dos anos, o cartório testemunhou a vida de inúmeras famílias de Aiuruoca. Muitas gerações de moradores foram atendidas, desde os primeiros colonos até os dias atuais. A família Silva, por exemplo, já havia sido atendida no cartório no início do século XX, registrando a transferência de terras e a criação de suas primeiras propriedades. A história do Cartório da Maria Amélia é um testemunho da resiliência e da capacidade de adaptação da comunidade de Aiuruoca, que, ao longo de mais de um século, se manteve fiel ao seu propósito de garantir a segurança jurídica e a justiça para todos os seus habitantes.