O Cartório Catizani Quintão, erguido no coração de Santo Antônio do Rio Abaixo, nasceu em 1928, um ano que marcou a expansão da cidade e o início de um novo ciclo de vida. A fundação do cartório foi impulsionada pela crescente demanda por registros de nascimento, casamento e óbito, um cenário que se intensificou com a chegada da Companhia de Mineração da Serra do Rio Abaixo, que, em 1932, estabeleceu sua base operacional na região. A cidade, então, era um pequeno povoado, mas a atividade mineradora e a crescente população atraíram trabalhadores e comerciantes, gerando um fluxo constante de novos moradores e, consequentemente, um aumento na necessidade de registrar eventos importantes na vida das pessoas.
O primeiro tabelião, o Sr. José Ferreira Quintão, foi o pioneiro. Inicialmente, o cartório operava com uma estrutura simples, utilizando documentos físicos e um sistema de registro manual. Com o passar dos anos, o cartório evoluiu, incorporando novas tecnologias e aprimorando seus procedimentos. Em 1955, o Sr. Antônio Silva, um jovem e talentoso oficial, assumiu a direção do cartório, consolidando a tradição e a expertise que se tornaram marcas registradas. A partir da década de 60, o cartório se tornou um ponto de referência para a comunidade, oferecendo serviços essenciais para famílias de todas as idades, desde os registros de nascimento até a elaboração de testamentos e a gestão de interdições e tutelas. A estimativa atual de famílias atendidas é de mais de 5.000, com um número significativo de casais que se uniram em matrimônio, e famílias que, por motivos de saúde ou necessidade, buscaram a proteção de um tabelião.
O Cartório Catizani Quintão, com sua localização estratégica na Rua João Paulo de Andrade, 71 - Sala 01 - 2º Andar, Centro, Santo Antônio do Rio Abaixo-MG, permanece como um símbolo da história e da identidade de Santo Antônio do Rio Abaixo. A sua reputação de precisão, eficiência e atenção aos detalhes, combinada com a sua localização privilegiada, o tornou um ponto de encontro para a comunidade, onde a vida familiar e os direitos legais eram cuidadosamente registrados e protegidos. Apesar das mudanças tecnológicas e da evolução da legislação, o cartório continua a desempenhar um papel fundamental na preservação da memória e na garantia da justiça para todos os cidadãos da região.