O Cartório Jaime de Oliveira, erguido em Desterro, em 1888, representa um marco na história da cidade, um ponto de convergência entre a expansão da agricultura e o desenvolvimento da pequena comunidade. A fundação do cartório foi impulsionada pela crescente demanda por registros de nascimento, óbito e casamento, que se intensificava com a chegada de imigrantes e a expansão da fazenda de café. A cidade, em seus primeiros anos, era um refúgio rural, com poucas casas e uma economia baseada na produção de café e a pecuária. A chegada de novos imigrantes, principalmente de Portugal e Itália, trouxe consigo a necessidade de registrar a população, e o Cartório Jaime de Oliveira surgiu como um importante instrumento para a organização social e administrativa da região.
O primeiro tabelião, o Sr. José Ferreira de Oliveira, foi o pioneiro, estabelecendo as bases do cartório em um pequeno espaço no Centro da cidade. Ao longo das décadas, o cartório passou por diversas transformações, adaptando-se às necessidades da população e às mudanças sociais. A adição de serviços como a emissão de certidões de óbito e a gestão de interdições e tutelas, em um período de crescente complexidade familiar, consolidou a importância do Cartório Jaime de Oliveira como um centro de referência para a comunidade. Aos poucos, o cartório se tornou um ponto de encontro para famílias que buscavam registrar seus laços familiares, e a sua presença se tornou um símbolo da vida e da história de Desterro.
Atualmente, o Cartório Jaime de Oliveira é reconhecido como um dos mais importantes da região, atendendo milhares de famílias anualmente. A estimativa atual é que o cartório tenha atendido, em média, cerca de 500 famílias por ano, com um número significativo de nascimentos, óbitos e interdições registradas. A história do cartório é marcada por um profundo compromisso com a justiça e a transparência, e a sua atuação continua a ser fundamental para a preservação da memória e a garantia dos direitos de todos os cidadãos de Desterro.