O Cartório do Registro Civil Maria Alice Morais Langbehn, situado na Rua Quintino Bocaiúva, s/n, Centro, São Bentinho-PB, ergueu-se em 1888, um marco crucial na história da cidade. A fundação do cartório foi impulsionada pela crescente demanda por registros de nascimento, casamento e óbito, que se expandiam rapidamente com o desenvolvimento industrial e a urbanização de São Bentinho. A cidade, em seus primeiros anos, era uma vila de pequenos agricultores e artesãos, com uma economia baseada na agricultura e no comércio local. A chegada da Companhia de Minas, em 1895, trouxe consigo um aumento significativo na população e, consequentemente, na necessidade de registrar as novas famílias que se estabeleciam na região.
O primeiro tabelião a assumir a responsabilidade pelo cartório foi o Sr. José Ferreira da Silva, um homem de pouca experiência, mas com uma dedicação exemplar. Ele, com a ajuda de outros oficiais, estabeleceu as bases do cartório, utilizando um sistema de registro manual e com um rigoroso cumprimento das normas da época. Ao longo das décadas, o cartório passou por diversas transformações, adaptando-se às novas tecnologias e às demandas da sociedade. A adição de novas especialidades, como a área de interdições e tutelas, e a crescente importância do registro de óbitos, consolidaram o cartório como um centro de referência para a comunidade. A cidade, em sua trajetória, viu o Cartório do Registro Civil Maria Alice Morais Langbehn se tornar um pilar fundamental para a vida familiar e social.
Atualmente, o Cartório do Registro Civil Maria Alice Morais Langbehn é um dos cartórios mais importantes de São Bentinho, atendendo milhares de famílias com seus serviços. A estimativa atual é que o cartório tenha atendido, em média, 300 famílias por mês, com um registro de nascimento, casamento e óbito que se estende por toda a região. A instituição se orgulha de sua atuação na garantia da segurança jurídica e na preservação da memória familiar, contribuindo para a construção de um futuro mais justo e próspero para São Bentinho. O nome "Maria Alice Morais Langbehn" foi escolhido em homenagem à primeira esposa do fundador, uma mulher que sempre se dedicou ao trabalho do cartório e que, segundo a lenda, era conhecida por sua sabedoria e generosidade.