A história do CARTÓRIO DO ÚNICO OFÍCIO de São Miguel do Aleixo, um pilar fundamental da administração da cidade, remonta a um período de intensa transformação e crescimento, marcando a própria fundação da região. A data aproximada de sua instalação é 1938, um ano que, para a época, representava um marco significativo para a cidade, quando a população de São Miguel do Aleixo, ainda em expansão, começou a se consolidar como um centro de produção agrícola e comércio local. A cidade, em sua fase inicial, era um pequeno povoado, dependente da agricultura de subsistência, com uma economia predominantemente rural. A chegada de novos imigrantes, principalmente de Minas Gerais, impulsionou o desenvolvimento da região, atraindo trabalhadores e comerciantes que buscavam oportunidades em um ambiente promissor. Esse fluxo migratório, aliado à crescente demanda por documentos e registros, foi o catalisador para a criação do cartório.
O primeiro tabelião a assumir a responsabilidade pelo cartório foi o Sr. José da Silva, um homem de pouca experiência, mas com uma forte convicção em seu papel como guardião da lei e da memória da cidade. Em 1945, o cartório passou por uma modernização gradual, incorporando novas técnicas de registro e aprimorando a organização de seus arquivos. Aos poucos, o cartório se tornou um ponto de referência para a população, oferecendo serviços essenciais para a vida cotidiana. Ao longo das décadas seguintes, o cartório testemunhou o nascimento e a morte de famílias, o casamento e o divórcio, o nascimento de filhos e a aposentadoria de seus pais. A cidade, em constante crescimento, viu o cartório se expandir, atendendo um número crescente de solicitações e se tornando um local de encontro para a comunidade.
O cartório, ao longo dos anos, se consolidou como um importante instrumento de organização e registro da história de São Miguel do Aleixo. Aos poucos, o cartório se tornou o principal responsável por registrar as primeiras famílias, os primeiros casamentos e os primeiros registros de nascimento, casamento e óbito. Apesar de suas limitações, o cartório desempenhou um papel crucial na preservação da memória da cidade, garantindo a segurança jurídica e a documentação das relações sociais. A estimativa atual de famílias atendidas pelo cartório é de mais de 500 famílias, incluindo os moradores de São Miguel do Aleixo e seus descendentes. O cartório, com sua estrutura física e seus serviços, se tornou um símbolo da identidade da cidade, um elo vital entre o passado e o presente.