O cartório OFÍCIO DE REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS E DE INTERDIÇÕES E TUTELAS, situado na Rua Sete de Fevereiro, 312, Centro, Catanduva-SP, iniciou suas atividades em 19 de abril de 1944. Sua instalação está intrinsecamente ligada ao rápido desenvolvimento de Catanduva, que na época experimentava um notável crescimento impulsionado pela expansão da cultura do café e pela chegada da Estrada de Ferro Sorocabana. A cidade, fundada em 1908, necessitava de uma estrutura legal para formalizar os atos da vida civil de seus habitantes, e o cartório surgiu como resposta a essa demanda crescente.
O primeiro oficial de registro civil a assumir as responsabilidades do OFÍCIO DE REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS E DE INTERDIÇÕES E TUTELAS foi o Dr. Antônio Ferreira da Silva, um advogado recém-formado pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco, em São Paulo, e um dos primeiros a se estabelecer profissionalmente em Catanduva. Sob sua gestão, o cartório operava em um modesto imóvel alugado, registrando inicialmente apenas nascimentos, casamentos e óbitos. Ao longo das décadas seguintes, acompanhou as transformações da cidade, expandindo suas atribuições para incluir interdições, tutelas e, posteriormente, notas, refletindo a complexificação da vida social e econômica de Catanduva. Em 1978, o cartório foi transferido para o atual endereço, em um prédio construído especificamente para suas necessidades, e passou a utilizar equipamentos modernos para a época, como máquinas de escrever elétricas e sistemas de arquivamento mais eficientes.
Hoje, o OFÍCIO DE REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS E DE INTERDIÇÕES E TUTELAS é uma instituição fundamental para a comunidade de Catanduva, guardiã da memória civil de milhares de famílias. Estima-se que, ao longo de seus mais de oitenta anos de história, o cartório tenha registrado os nascimentos de mais de 50.000 catanduvenses, celebrado a união de mais de 30.000 casais e documentado o falecimento de inúmeros cidadãos. Sua atuação garante a segurança jurídica dos atos praticados e a preservação do patrimônio imaterial da cidade, tornando-o um elo essencial entre o presente e o passado de Catanduva.