O cartório TABELIONATO DE NOTAS E PROTESTO DE TÍTULOS, erguido em Ipiaú em 1938, representa um marco na história da cidade, um reflexo da sua própria evolução. A data oficial da sua instalação é 1º de janeiro de 1938, coincidente com o início da construção do novo edifício no Fórum Jorge Calmon, um momento crucial para o crescimento da cidade e a consolidação da economia local. A fundação de Ipiaú, que se iniciou no final do século XIX, impulsionou a necessidade de um sistema de registro de propriedades e documentos, e o cartório surgiu como uma resposta a essa demanda, buscando garantir a segurança jurídica e a organização dos títulos de propriedade.
O cartório foi estabelecido por Seu Antônio Ferreira, um oficial de registro de terras que, com a ajuda de outros moradores de Ipiaú, dedicou-se a registrar a posse de terras e a emitir títulos de propriedade. Inicialmente, o cartório era um espaço modesto, com apenas um escritório e um pequeno depósito. Ao longo das décadas, o cartório acompanhou a transformação de Ipiaú, testemunhando o aumento da população, o desenvolvimento da agricultura e a expansão da indústria. A chegada de imigrantes europeus, no final da década de 1950, trouxe consigo novas necessidades de registro de documentos e a necessidade de um cartório mais moderno. A evolução do cartório se refletiu na adição de novas funções, como a emissão de certidões de nascimento e casamento, e a gestão de processos de inventário.
Atualmente, o TABELIONATO DE NOTAS E PROTESTO DE TÍTULOS é um pilar fundamental da administração de Ipiaú. A comunidade local confia em seu serviço para garantir a segurança de seus bens e a regularidade de seus direitos. Desde a sua criação, o cartório tem atendido milhares de famílias, registrando a transferência de propriedades, emitindo títulos de propriedade, e auxiliando na resolução de conflitos relacionados a títulos. A estimativa atual é que o cartório já tenha atendido mais de 5.000 famílias, com um número significativo de processos registrados, e continua a desempenhar um papel vital na preservação da memória e na garantia da segurança jurídica da cidade.