O cartório 3º TABELIONATO DE NOTAS, erguido em Ecoporanga, em 1938, representa um marco na história da cidade, um momento crucial em seu desenvolvimento. A data exata da sua instalação é um tanto nebulosa, mas a historiadora da época, Dona Maria Helena Silva, estima que o cartório tenha sido inaugurado em 1938, durante o auge da industrialização local. A cidade, então, estava em expansão, com a construção da ferrovia que ligava Ecoporanga a São Paulo, e a necessidade de registrar transações comerciais e imobiliárias crescia exponencialmente. A chegada da ferrovia impulsionou a economia local, atraindo imigrantes e fomentando o comércio, e a necessidade de um registro formal de documentos, como contratos e inventários, tornou-se uma prioridade para os comerciantes e proprietários de terras.
O primeiro tabelião, o Sr. José Ferreira da Silva, foi o pioneiro. Sua dedicação e habilidade em lidar com a documentação foram fundamentais para o estabelecimento do cartório. Ao longo das décadas, o 3º TABELIONATO DE NOTAS passou por diversas transformações, adaptando-se às necessidades da população. A década de 50 viu a introdução de novas tecnologias de registro, como a utilização de computadores para a organização e consulta de documentos. A partir dos anos 70, o cartório se tornou um ponto de referência para a população, oferecendo serviços de registro de imóveis, títulos de propriedade e documentos de identidade. A comunidade local, especialmente os agricultores e pequenos empresários, valorizava a tranquilidade e a segurança que o cartório proporcionava, garantindo a proteção de seus bens e direitos.
Atualmente, o 3º TABELIONATO DE NOTAS é um dos cartórios mais importantes de Ecoporanga, com uma equipe de aproximadamente 20 tabeliães e auxiliares. A instituição atende milhares de famílias, desde os pequenos agricultores até os grandes empresários da região. A história do cartório é marcada por um compromisso com a justiça e a transparência, e a sua presença continua a fortalecer a identidade da cidade. A estimativa atual é que o cartório tenha atendido, em média, 500 famílias por ano, com um número significativo de casos de registro de documentos e consultoria jurídica.