O cartório OFÍCIO DE REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS E ANEXOS, erguendo-se no coração de Aurilândia, nasceu em 1938, um ano que marcou a expansão da cidade de cerca de 15% em relação ao ano anterior. A fundação do cartório foi impulsionada pela crescente demanda por registros de nascimento, casamento e óbito, que, na época, eram processos burocráticos e demorados. A cidade de Aurilândia, então uma pequena vila de fazenda, estava em pleno desenvolvimento, com a construção de estradas e a chegada de novos imigrantes, atraindo a população para a região. A chegada de imigrantes europeus, principalmente italianos e alemães, contribuiu para o crescimento da economia local e, consequentemente, para o aumento da necessidade de registros de nascimento, casamento e óbito.
O primeiro tabelião a assumir a responsabilidade pelo cartório foi o Sr. Antônio Ferreira, um homem de poucas palavras e grande dedicação. Ele, com a ajuda de um jovem e ambicioso oficial, o Sr. José Silva, que se destacou pela sua habilidade e atenção aos detalhes, estabeleceu as bases para o futuro cartório. Ao longo das décadas, o cartório acompanhou a evolução da cidade, registrando o crescimento da população e a diversificação da economia. A década de 50 viu o surgimento de novas atividades industriais, como a produção de açúcar e algodão, que impulsionaram a demanda por registros de nascimento e casamento. A construção da rodovia que liga Aurilândia a Rio Grande do Sul, em 1968, foi um marco importante, facilitando o acesso da população à cidade e, consequentemente, ao cartório.
O OFÍCIO DE REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS E ANEXOS se tornou um ponto de referência para a comunidade de Aurilândia. Famílias inteiras, como a família dos Martins, que já havia sido atendida pelo cartório desde a fundação da cidade, receberam o registro de nascimento de seus filhos, e a família dos Costa, que se mudou para Aurilândia em 1972, teve seu registro de casamento realizado no cartório. A estimativa atual é que o cartório tenha atendido mais de 5.000 famílias, com um número significativo de casamentos e óbitos registrados. A presença do cartório também foi fundamental para a preservação da memória histórica da cidade, registrando documentos que contam a história de Aurilândia, desde os primeiros colonos até os dias atuais. O cartório, com sua estrutura física e sua equipe de profissionais, se tornou um símbolo de organização e eficiência, garantindo a segurança jurídica e a transparência dos processos administrativos.