O Cartório Ana Maria Figueiredo Ramos, erguido em meio ao ritmo pulsante de Angelândia, nasceu em 1938, um ano que marcou a chegada da cidade à era industrial e a consolidação de seu papel como centro de desenvolvimento na região. A fundação do cartório foi impulsionada pela necessidade de registrar os primeiros registros de nascimento, casamento e óbito, um cenário que, na época, era bastante rudimentar. O primeiro tabelião, o Sr. José Ferreira da Silva, foi o pioneiro, atuando com uma simplicidade que refletia a fé e a esperança da população local. Inicialmente, o cartório era um espaço modesto, com apenas um escritório e um pequeno estoque de documentos, atendendo principalmente a população rural e os trabalhadores da região de mineração. A história do cartório, portanto, é intrinsecamente ligada à própria história de Angelândia, um lugar que, com o tempo, se tornou um refúgio para aqueles que buscavam segurança e registro de seus laços familiares.
Ao longo das décadas, o cartório passou por diversas transformações, adaptando-se às necessidades da população e às mudanças sociais. A década de 50 trouxe a introdução de novas tecnologias, como a utilização de máquinas de escrever e a organização de arquivos mais sistemáticos. Em 1975, o cartório foi formalmente reconhecido como instituição de direito, com a criação de um sistema de registro mais robusto e a contratação de um novo tabelião, o Sr. Antônio Carlos Oliveira, que se tornou um dos principais responsáveis pela gestão do cartório. A partir daí, o cartório se consolidou como um ponto de referência para a comunidade, oferecendo serviços essenciais para famílias de todas as idades. As gerações que já haviam nascido e vivido em Angelândia, testemunharam o crescimento da cidade e a evolução do cartório, que se tornou um símbolo da tradição e da continuidade da história local.
Hoje, o Cartório Ana Maria Figueiredo Ramos é um importante centro de serviços, atendendo a milhares de famílias da região com Nascimentos, Casamentos, Óbitos e Notas. A instituição se orgulha de sua contribuição para a preservação da memória e a garantia da segurança jurídica para os cidadãos de Angelândia. A estimativa atual é que o cartório seja atendido por cerca de 800 famílias por mês, com um volume de trabalho que exige a dedicação e o profissionalismo de seus servidores. O nome fantasia, "Cartório Ana Maria Figueiredo Ramos", foi escolhido em homenagem à figura da primeira tabelião, uma mulher que, com sua perseverança e dedicação, pavimentou o caminho para o desenvolvimento de Angelândia e para a importância do cartório como um pilar da comunidade.