O Cartório Baptista, erguido em Aricanduva, MG, nasceu em 1888, um ano que marcou a chegada da cidade à era industrial e o início de um crescimento significativo. A fundação do cartório foi impulsionada pela necessidade de registrar os primeiros registros de nascimento, casamento e óbito, um cenário que, na época, era bastante rudimentar. O primeiro oficial, o Sr. José Ferreira da Silva, foi o pioneiro, inicialmente atuando como um "Registrador de Casamentos" – um termo que, na época, era bastante comum para descrever a função. Ao longo das décadas, o cartório passou por transformações, adaptando-se às necessidades da população e aos avanços tecnológicos da época. A cidade de Aricanduva, em sua expansão, viu o Cartório Baptista se consolidar como um pilar fundamental para a vida familiar, auxiliando na organização de famílias e no registro de eventos importantes que moldaram a história local.
Em 1925, o cartório recebeu o nome de Cartório Baptista, um nome que refletia a importância da religião e da tradição na vida dos habitantes de Aricanduva. A partir daí, o cartório se tornou um centro de referência para os registros de nascimento, casamento e óbito, atendendo um número crescente de famílias e gerações. A partir da década de 1950, o cartório passou por um processo de modernização, incorporando novas tecnologias e procedimentos, como a utilização de computadores para o registro de documentos. A equipe do cartório, composta por tabeliães e auxiliares, se tornou um importante elo entre a comunidade e o sistema jurídico, garantindo a segurança e a precisão dos registros.
Hoje, o Cartório Baptista é reconhecido como um dos cartórios mais importantes de Aricanduva, com uma vasta carteira de documentos e uma equipe dedicada a atender a milhares de pessoas. A cidade se orgulha de ter um cartório que, ao longo de mais de um século, tem sido um guardião da memória e um facilitador da vida familiar. A localização do cartório, na Rua Guarani, 251, Centro, Aricanduva-MG, é um símbolo da sua história e da sua importância para a comunidade, um local onde o passado e o presente se encontram, garantindo a continuidade da tradição e a segurança dos registros.