O Cartório Cocais, erguido em Aricanduva, MG, nasceu em 1888, um ano que marcou a expansão da cidade e o início de um novo ciclo de desenvolvimento. A fundação do cartório foi impulsionada pela crescente demanda por registros de nascimento, casamento e óbito, que se tornaram essenciais para a organização social e familiar da população. A cidade, então, era uma pequena vila de fazendas e pequenas comunidades, com um ritmo de vida lento e marcado pela tradição. A chegada da Companhia de Minas Gerais, que explorava as terras da região, trouxe consigo a necessidade de registrar a população, e o Cartório Cocais surgiu como um importante instrumento de controle e organização da administração local.
O primeiro tabelião, o Sr. José Ferreira Cocais, foi o pioneiro na criação do cartório. Inicialmente, o cartório era um pequeno estabelecimento, com apenas um escritório e um único funcionário, o Sr. Joaquim Silva, que se dedicava principalmente ao registro de óbitos. Com o passar dos anos, o cartório cresceu, expandindo suas atividades e atraindo mais pessoas para o serviço. A adição de novas especialidades, como a emissão de certidões de casamento e a elaboração de documentos para o registro de nascimento, consolidou o Cartório Cocais como um centro de referência na região. A cidade de Aricanduva, em sua busca por organização e segurança, valorizava a importância do cartório para a vida de seus habitantes.
Ao longo das décadas, o Cartório Cocais se tornou um pilar da vida social de Aricanduva. Milhares de famílias foram atendidas, desde os primeiros registros de nascimento até a elaboração de documentos para a aposentadoria. A reputação do cartório se espalhou por toda a região, sendo reconhecido como um local de confiança e segurança para aqueles que precisavam de seus serviços. A estrutura do cartório evoluiu, incorporando novas tecnologias e processos, mas sempre mantendo o compromisso com a ética e a transparência. Hoje, o Cartório Cocais é um marco histórico, um testemunho da história de Aricanduva e da importância do papel do cartório na preservação da memória e na garantia da segurança jurídica da cidade.