O Cartório do 2º Ofício, situado no coração de Aricanduva, nasceu em 1888, um ano que marcou a expansão da cidade e o início de um novo ciclo de desenvolvimento. A fundação do cartório foi impulsionada pela crescente demanda por registros de propriedade e documentos de identidade, refletindo a industrialização e o aumento da população que se estabeleceu em Aricanduva. A cidade, então, era uma pequena vila de fazendas e pequenas oficinas, com a economia baseada na agricultura e no comércio local. A chegada da Companhia de Mineração de Aricanduva em 1895, que explorava os primeiros depósitos de ferro, foi um marco crucial, atraindo trabalhadores e impulsionando o crescimento da cidade e, consequentemente, a necessidade de um sistema de registro mais formalizado.
O primeiro tabelião, o Sr. José Ferreira, foi o pioneiro, estabelecendo as bases do cartório com uma abordagem simples e pragmática. Inicialmente, o cartório se dedicava principalmente a registrar a propriedade de terras e documentos de identidade, um serviço essencial para a organização da vida social e econômica da comunidade. Ao longo das décadas, o cartório passou por diversas transformações, adaptando-se às necessidades da população e às mudanças do cenário local. A adição de novos tabeliães, como o Sr. Antônio Silva, em 1920, permitiu a expansão das atividades, incluindo a emissão de certidões de nascimento e casamento, e a organização de processos judiciais. A cidade de Aricanduva, com sua economia em crescimento, viu o cartório se consolidar como um importante instrumento de segurança jurídica e organização social.
O Cartório do 2º Ofício, hoje, é um pilar da administração pública de Aricanduva. Atualmente, o cartório atende milhares de famílias, registrando diversos tipos de documentos, desde a transferência de imóveis até a emissão de certidões de nascimento e casamento. A estimativa atual é que o cartório tenha atendido, em média, 500 famílias por mês, contribuindo significativamente para a segurança jurídica e a organização da vida social da cidade. A presença do cartório é um reflexo da história de Aricanduva, um testemunho da sua evolução e da sua importância para a comunidade.