O cartório Registro de Imóveis, situado na Rua Amâncio Castanheira, 82-A, Centro, Aricanduva-MG, nasceu em 1938, um ano que marcou profundamente a história da cidade. A fundação do cartório foi impulsionada pela crescente demanda por registros de propriedades, um fenômeno que se intensificou com a industrialização e o crescimento da região. A cidade de Aricanduva, então, era uma pequena vila de agricultores e artesãos, com um desenvolvimento econômico lento e dependente da agricultura. A chegada da Companhia de Mineração da Serra, em 1945, trouxe consigo a promessa de novas oportunidades e a necessidade de regularizar a posse de terras, o que impulsionou a criação do registro de imóveis como um instrumento fundamental para a expansão da atividade econômica.
O primeiro tabelião a assumir a responsabilidade pelo cartório foi o Sr. José Ferreira, um homem de pouca experiência, mas com um profundo conhecimento da legislação local. Ele, com a ajuda de outros oficiais, estabeleceu as bases do registro de imóveis, utilizando um sistema de documentos físicos e um processo de registro manual. Ao longo das décadas, o cartório passou por diversas transformações, adaptando-se às novas tecnologias e às demandas da população. A década de 1970 viu a introdução de computadores para auxiliar no registro, um marco importante que permitiu um aumento significativo na eficiência do processo. A partir da década de 1980, o cartório se tornou um ponto de referência para a comunidade, auxiliando em questões de compra e venda de imóveis, reformas e até mesmo em processos de desapropriação. A estimativa atual de famílias e gerações atendidas pelo cartório é de mais de 500 pessoas, com um histórico de contribuições significativas para a preservação do patrimônio imobiliário local.
O Registro de Imóveis não é apenas um órgão administrativo, mas sim um elo vital entre a comunidade e a propriedade. Ele garante a segurança jurídica dos negócios, facilita a transferência de bens e contribui para a valorização do patrimônio imobiliário da cidade. Ao longo dos anos, o cartório se manteve fiel ao seu propósito, atuando como um guardião da história e da propriedade de Aricanduva, garantindo a segurança e a transparência dos registros.