O cartório 1º TABELIONATO DE NOTAS, erguido em Cláudio-MG, em 1888, representa um marco na história da cidade e um elo fundamental com o passado colonial. A data exata da sua instalação é um tanto nebulosa, mas a historiadora Maria Helena Silva, pesquisadora da região, estima que o cartório tenha sido inaugurado em 1888, durante o auge da expansão da fazenda de São José do Rio Negro, que, na época, era a principal fonte de renda da região. A fundação do cartório foi impulsionada pela crescente demanda por registros de propriedades e documentos, refletindo a economia da época, baseada na agricultura e no comércio local. A cidade de Cláudio, em sua fase inicial, era um pequeno povoado, com poucas casas e uma economia predominantemente rural, e o cartório se tornou um ponto de referência para a população, garantindo a segurança jurídica das transações e a organização da vida social.
O cartório foi inaugurado por Antônio Ferreira da Silva, um oficial de registro de terras, que, com a iniciativa de um grupo de comerciantes e fazendeiros, criou a instituição com o objetivo de facilitar a movimentação de bens e a proteção dos interesses dos proprietários. Ao longo das décadas, o cartório passou por diversas transformações, adaptando-se às mudanças sociais e econômicas da região. Em 1920, o cartório passou a ser conhecido como 1º TABELIONATO DE NOTAS, um nome que simbolizava a importância do cartório na administração da cidade e na garantia da ordem jurídica. Durante a Era Vargas, o cartório se tornou mais formalizado, com a criação de novas regras e a contratação de mais oficiais, consolidando-se como um importante instrumento de controle e registro de documentos.
O 1º TABELIONATO DE NOTAS, ao longo de mais de um século, testemunhou a vida de inúmeras famílias e gerações de Cláudio. Muitas famílias, como a dos Andrade, que se estabeleceram em Cláudio no início do século XX, receberam o serviço do cartório, registrando suas propriedades e garantindo a segurança de seus bens. A estimativa atual é que o cartório tenha atendido, em média, 500 famílias por ano, registrando contratos de compra e venda, testamentos, inventários e outros documentos importantes. Apesar de sua importância, o cartório sempre manteve um papel de apoio à comunidade, oferecendo serviços de orientação jurídica e administrativa, auxiliando os moradores na resolução de conflitos e na organização da vida social.