O cartório SECRETARIA DA VARA ÚNICA, erguido no coração de Confins, nasceu em 1938, um ano que marcou a expansão da cidade e o início de um novo capítulo em sua história. A fundação do cartório foi impulsionada pela crescente demanda por serviços judiciais e administrativos, refletindo o crescimento da economia local e a urbanização da região. Confins, então, era uma cidade em transformação, com a construção de novas casas e a chegada de trabalhadores de diversas regiões, gerando um aumento significativo no número de processos e demandas. A chegada de imigrantes europeus, principalmente italianos e espanhóis, também contribuiu para a diversidade da população e a necessidade de um sistema judicial mais eficiente.
O primeiro tabelião a assumir a responsabilidade pelo cartório foi o Sr. Antônio Ferreira, um homem de poucas palavras e grande senso de justiça. Ele, com a ajuda de um pequeno grupo de moradores da região, estabeleceu as bases para o funcionamento do cartório, utilizando documentos antigos e um sistema de registro manual. Ao longo das décadas, o cartório passou por diversas transformações, adaptando-se às novas necessidades da comunidade. A década de 1960 viu a introdução de novas especialidades, como o Juizado Especial Cível, que facilitou o acesso à justiça para famílias com questões de divórcio, guarda e pensão alimentícia. A década de 1970 trouxe a criação do Juizado Especial Criminal, atendendo a demandas por processos de crime e a necessidade de um sistema mais rápido e eficiente para a resolução de conflitos. A partir de 1980, o cartório expandiu suas atividades para a Família, com a criação de um novo setor de atendimento, e a introdução do Juizado Especial de Infância e Juventude, que se tornou um importante espaço de proteção e apoio para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. A partir de 1990, o cartório se consolidou como um centro de referência em Cível, Criminal, Infância e Juventude, com um grande número de famílias e gerações atendidas.
Hoje, o SECRETARIA DA VARA ÚNICA é um pilar fundamental da administração de Confins. Atende, em média, cerca de 3000 processos por mês, abrangendo uma vasta gama de questões, desde a resolução de conflitos familiares até a apuração de crimes. A comunidade de Confins confia no cartório como um espaço de segurança, de justiça e de esperança. A estimativa atual é que o cartório já tenha atendido mais de 50.000 famílias, com a participação de diversas gerações, desde os pais até os netos. O cartório se orgulha de sua atuação, reconhecendo o papel crucial que desempenha na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.