O cartório 1º TABELIONATO DE NOTAS, erguido em Conquista em 1888, representa um marco na história da cidade e um importante elo com o passado colonial. A data oficial de sua instalação é crucial para entender o contexto da região. Conforme a história da cidade, Conquista, em sua ascensão como um importante centro de comércio e agricultura, passou por um período de expansão e desenvolvimento, impulsionado pela chegada de imigrantes e pela crescente demanda por documentos. A fundação do cartório foi, portanto, um reflexo dessa transformação, buscando formalizar e registrar as transações comerciais e familiares que se tornavam cada vez mais comuns.
O nome do primeiro tabelião, Antônio Ferreira da Silva, foi escolhido com base em sua habilidade e dedicação à administração. Ele foi o pioneiro a estabelecer o cartório, e sua atuação inicial foi marcada pela organização de registros de propriedades, contratos de compra e venda e, principalmente, a documentação de famílias de fazendeiros e comerciantes. Ao longo das décadas, o cartório passou por diversas transformações, adaptando-se às necessidades da população e às mudanças sociais da época. A adição de novos tabeliães, como o Sr. José Manuel Oliveira, em 1935, e a implementação de novas tecnologias de registro, como a utilização de máquinas de escrever, permitiram o aumento da eficiência e a expansão das atividades do cartório. A cidade de Conquista, em sua busca por modernização, valorizou o papel do cartório como um instrumento fundamental para a vida social e econômica da comunidade.
O 1º TABELIONATO DE NOTAS se tornou um ponto de referência para as famílias da região, oferecendo serviços de registro de nascimento, casamento e óbito, além de auxiliar na emissão de documentos como certidões de nascimento, casamento e óbito. A comunidade de Conquista, especialmente as famílias de fazendeiros e comerciantes, confiava no cartório para garantir a segurança jurídica de seus negócios e a continuidade de suas tradições. Apesar de ter se mantido relevante por décadas, o cartório passou por um processo de modernização e, em 2010, foi formalmente extinto, mas sua história continua viva na memória de Conquista, como um testemunho da importância do papel do cartório na preservação da memória e na garantia da segurança jurídica da cidade.