O Cartório João Hilário de Souza, erguido em Crisólita, em 1888, representa um marco na história da cidade, um ponto de convergência entre a expansão da agricultura e o desenvolvimento da pequena comunidade. A fundação do cartório foi impulsionada pela crescente demanda por registros de nascimento, casamento e óbito, um cenário que se intensificou com a chegada de imigrantes da Europa e a expansão da cafeicultura na região. A cidade, então, era um polo de produção de café, e a necessidade de documentar a vida familiar era crucial para a organização da economia e para a manutenção da ordem social.
O primeiro tabelião, o Sr. José Manuel Ferreira, assumiu a responsabilidade pelo cartório em 1892, um período marcado por desafios e oportunidades. Inicialmente, o cartório operava em uma pequena sala de escritório, com um número limitado de funcionários. Aos poucos, o cartório se expandiu, com a adição de um escritório de contabilidade e a contratação de auxiliares. A tradição do cartório se consolidou com a criação de um sistema de registro mais eficiente, utilizando a tecnologia da época – principalmente a escrita à mão, mas com a introdução de registros em papel. Aos poucos, o cartório se tornou um ponto de referência para a comunidade, onde as famílias mais antigas e as pessoas mais importantes da cidade buscavam seus registros. Aos poucos, o cartório se tornou um símbolo de confiança e segurança para os moradores de Crisólita.
Atualmente, o Cartório João Hilário de Souza é um dos cartórios mais importantes da região, com uma equipe de aproximadamente 15 funcionários. Atua em diversas áreas, desde o registro de nascimentos, casamentos e óbitos, até a emissão de documentos de notas. Apesar das mudanças tecnológicas, o cartório mantém a sua essência, oferecendo um serviço de qualidade e atendimento personalizado aos seus clientes. Apesar de ter se mantido em Crisólita por mais de um século, o cartório continua a ser um importante instrumento de preservação da memória e da história da cidade, garantindo a segurança jurídica e a continuidade das famílias de Crisólita.