O Cartório do Primeiro Ofício, situado em Rua Coronel Antônio Fernandes, 141, Centro, Inhapim-MG, ergueu-se em 1888, um marco crucial na história da cidade, que em sua época se chamava Vila dos Pescadores. A fundação do cartório foi impulsionada pela crescente demanda por registros de propriedade e documentos de identidade, um fenômeno que se intensificou com a expansão da agricultura e a chegada de imigrantes de diversas regiões do Brasil. A Vila dos Pescadores, então, era um lugar de trabalho árduo e desafios, e o cartório se tornou um ponto de encontro para a comunidade, oferecendo a primeira formalização de negócios e a garantia de seus direitos.
O primeiro tabelião, o Sr. José Ferreira, foi o pioneiro, estabelecendo as bases do cartório com uma abordagem simples e pragmática. Inicialmente, o cartório se dedicava principalmente a registrar notas de compra e venda de terras e propriedades, um serviço essencial para a organização da vida no campo. Ao longo das décadas, o cartório passou por diversas transformações, adaptando-se às necessidades da população e aos avanços da legislação. A década de 1930 viu a introdução de novas técnicas de registro, como a utilização de registros de cartório, e a expansão da área de atuação para incluir a emissão de certidões de nascimento e casamento. A figura de Dona Maria Silva, uma mulher de grande sabedoria e dedicação, tornou-se uma referência para muitos moradores, auxiliando na organização de documentos e oferecendo orientação jurídica básica.
Hoje, o Cartório do Primeiro Ofício é um pilar fundamental da administração de Inhapim, atendendo milhares de famílias e gerando empregos para a comunidade. A estimativa atual é que o cartório tenha atendido mais de 5.000 famílias, desde os primeiros colonos até os dias atuais. A tradição do cartório reside na sua capacidade de preservar a memória da cidade, registrando os eventos históricos e as relações sociais que moldaram Inhapim. O cartório se orgulha de sua história, reconhecendo o papel crucial que desempenhou na construção da identidade local e na garantia da segurança jurídica dos seus habitantes.