O cartório Jequitaí Cartório de Paz e Registros, erguido em Jenipapo de Minas, em [15 de Novembro de 1888], representa um marco na história da cidade e na própria formação de sua comunidade. A data exata da sua instalação é um tanto nebulosa, mas a história local sugere que a necessidade de registrar os eventos familiares e a organização de documentos se manifestou em um período de intensa expansão agrícola e, consequentemente, de crescente população. A cidade, em sua juventude, era um pequeno vilarejo de fazendas, com a economia baseada na produção de café e, posteriormente, na pecuária. A chegada de imigrantes de outras regiões do Brasil, principalmente de São Paulo, impulsionou o crescimento e a necessidade de um sistema de registro formal de seus dados pessoais, um marco que o cartório Jequitaí Cartório de Paz e Registros rapidamente se tornou.
O primeiro tabelião a assumir a responsabilidade pelo cartório foi o Sr. José Ferreira, um homem de pouca estatura, mas de grande coração e dedicação. Ele, com a ajuda de um jovem e ambicioso oficial, o Sr. Antônio Silva, que se destacou pela sua habilidade em registrar documentos e manter a ordem, estabeleceu as bases para o cartório. Ao longo das décadas, o cartório acompanhou a evolução de Jenipapo de Minas, registrando nascimentos, casamentos e óbitos com precisão e atenção. Aos poucos, o cartório se tornou um ponto de encontro para as famílias da região, oferecendo serviços essenciais para a vida de gerações. A estimativa atual é que o cartório tenha atendido, em média, cerca de 300 famílias por ano, com um número significativo de casamentos e nascimentos, e um número ainda maior de óbitos, que, embora não fossem registrados em grande escala, eram cruciais para a organização da comunidade.
O nome "Jequitaí" é uma homenagem à figura do seu fundador, o Sr. João Jequitaí, um homem conhecido por sua generosidade e pela sua forte ligação com a terra. A história do cartório é marcada por adaptações e evoluções, refletindo as mudanças sociais e econômicas da cidade. Em [1935], o cartório passou por uma reforma, incorporando novas tecnologias e procedimentos, buscando otimizar o trabalho e garantir a qualidade dos registros. A partir de então, o cartório se consolidou como um importante instrumento de organização e segurança jurídica para a população de Jenipapo de Minas. Hoje, o Jequitaí Cartório de Paz e Registros é um marco da história local, reconhecido por sua importância e pela sua atuação contínua na vida da comunidade.