O Cartório José Murta de Castro, erguido no coração de Joaíma, nasceu em 1888, um ano que marcou a transição da cidade de um pequeno povoado a uma vila em crescimento. A fundação do cartório foi impulsionada pela chegada de imigrantes italianos, que, em busca de terras férteis e oportunidades, se estabeleceram em Joaíma, atraídos pela promessa de uma vida melhor. A cidade, então, era uma colônia de pequenos fazendas e comércios, e o cartório, inicialmente, desempenhava a função de registrar os primeiros registros de nascimento, casamento e óbito, um serviço essencial para a organização social e a continuidade da comunidade.
O primeiro tabelião, o Sr. Antônio de Oliveira, foi o pioneiro a assumir a responsabilidade pelo cartório. Com uma dedicação e um conhecimento profundo das leis e tradições da época, ele estabeleceu as bases para o futuro estabelecimento. Ao longo das décadas, o cartório passou por diversas transformações, adaptando-se às necessidades da população. A década de 1920 viu o surgimento de um sistema de registro mais formalizado, com a introdução de documentos mais complexos e a necessidade de um escritório mais amplo. A chegada de novos tabeliães, como o Sr. Manuel Ferreira, em 1950, trouxe novas tecnologias e um aumento na demanda por serviços, consolidando o cartório como um ponto de referência para a comunidade.
O Cartório José Murta de Castro se tornou um pilar da vida de Joaíma. Milhares de famílias, desde os mais jovens até os mais velhos, buscaram o cartório para registrar seus laços familiares, garantindo a continuidade das tradições e a preservação da memória. A estimativa atual é que o cartório tenha atendido a mais de 5.000 famílias, registrando com precisão os eventos mais importantes da vida de seus membros. Apesar das mudanças e desafios do tempo, o cartório sempre se manteve fiel ao seu propósito de servir à comunidade, oferecendo um serviço essencial e confiável.