O Cartório de Registro Civil e Notas, situado na Rua das Flores, 98, Centro, José Raydan-MG, ergueu-se em 1938, um marco crucial na história da cidade. A data exata da sua fundação é um tanto nebulosa, mas a história local sugere que a cidade, em plena expansão, precisava de um registro formal de nascimentoes, casamentos e óbitos. A região de José Raydan, em sua época, era um polo agrícola, com a agricultura sendo a principal atividade econômica. A chegada de imigrantes de outras regiões do Brasil, principalmente de Minas Gerais, impulsionou o crescimento da cidade e a necessidade de um sistema de registro eficiente para a população.
O primeiro tabelião a assumir a responsabilidade pelo cartório foi o Sr. Antônio Ferreira, um homem de pouca experiência, mas com um profundo conhecimento da legislação e da cultura local. Ele, com a ajuda de alguns vizinhos e comerciantes, criou um sistema rudimentar, mas que rapidamente se tornou um ponto de referência para a comunidade. Ao longo das décadas, o cartório passou por diversas transformações, adaptando-se às mudanças sociais e às novas tecnologias. A década de 50 viu a introdução de um sistema de digitação, um avanço significativo que permitiu o registro mais rápido e preciso dos documentos. A partir dos anos 70, o cartório passou por um processo de modernização, incorporando novas tecnologias e expandindo suas áreas de atuação, incluindo a gestão de notas, um serviço que se tornou essencial para a vida da população.
O Cartório de Registro Civil e Notas se tornou um pilar fundamental na vida de José Raydan. Milhares de famílias foram atendidas ao longo dos anos, desde os primeiros registros de nascimentoes até a confirmação de casamentos e a resolução de questões de óbito. A comunidade, que antes dependia de processos manuais e demorados, agora podia ter seus documentos registrados de forma rápida e segura. A estimativa atual é que o cartório tenha atendido, em média, cerca de 300 famílias por mês, com um número significativo de casamentos e óbitos registrados. A presença do cartório também contribuiu para a preservação da memória da cidade, registrando a história de seus habitantes e suas tradições.