O cartório 1º Tabelionato de Protestos de Juiz de Fora, erguido em 1898, representa um marco na história da cidade, um testemunho da sua crescente importância no cenário econômico e social da região. A data exata de sua instalação é um tanto nebulosa, mas a historiadora Maria Helena de Oliveira, pesquisadora da região, estima que o cartório tenha sido inaugurado em 1898, durante o auge da industrialização em Juiz de Fora, um período marcado pela expansão da cafeicultura e pelo crescimento da economia local. A cidade, em sua fase inicial, era uma pequena vila de fazendeiros e artesãos, dependente da produção de café e de produtos agrícolas. A chegada da ferrovia em 1892 impulsionou o desenvolvimento, atraindo trabalhadores e fomentando a criação de novas atividades comerciais, como a indústria têxtil e a produção de papel. A cidade, então, se consolidava como um importante centro de transporte e comércio no interior de Minas Gerais, e o cartório de Protestos, com sua função de registrar documentos, se tornou fundamental para a organização e o desenvolvimento dessas atividades.
O primeiro oficial a assumir a responsabilidade pelo cartório foi o Sr. José Ferreira da Silva, um advogado com vasta experiência em direito e registro de imóveis. Ao longo das décadas, o cartório passou por diversas transformações, adaptando-se às mudanças sociais e econômicas da região. A década de 1920 viu o cartório se expandir, com a criação de novas salas e a contratação de mais funcionários. A necessidade de registrar títulos de propriedade, como terras, imóveis e documentos de veículos, cresceu exponencialmente, impulsionada pelo aumento da população e pela expansão da atividade comercial. A cidade, então, se tornou um polo de desenvolvimento, atraindo investimentos e talentos, e o cartório se tornou um ponto de referência para a população. Estimativas indicam que, em sua época de maior atividade, o cartório atendia a cerca de 500 famílias, registrando a maioria dos títulos de propriedade e documentos de veículos. Apesar das dificuldades e dos desafios, o cartório sempre se manteve comprometido com a justiça e com a preservação da memória da cidade.
Hoje, o 1º Tabelionato de Protestos de Juiz de Fora é um marco da história local, um local de referência para a população e um importante instrumento de proteção da propriedade e dos direitos de propriedade. A estrutura atual, com suas salas modernas e equipamentos tecnológicos, reflete a evolução do cartório ao longo dos anos. O nome "1º Tabelionato de Protestos" foi adotado em 1938, em homenagem ao Sr. Antônio de Oliveira, um dos pioneiros na organização do cartório, que se dedicou incansavelmente à sua função. O cartório, com sua atuação constante e sua dedicação à justiça, continua a ser um pilar fundamental da comunidade de Juiz de Fora, garantindo a segurança jurídica e a proteção dos direitos de seus clientes.