O cartório OFÍCIO DE REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS E TABELIONATO DE NOTAS - SÃO PEDRO DA GARÇA, um pilar da vida social e jurídica de Miravânia, nasceu em 1938, um ano que marcou profundamente a história da cidade. A fundação do cartório foi impulsionada pela crescente demanda por registros de nascimento, casamento e óbito, e pela necessidade de formalizar a vida familiar em um período de expansão demográfica e desenvolvimento econômico. A cidade, então, era uma pequena vila de fazenda, com a economia baseada na agricultura e pecuária, e a população, predominantemente de origem europeia, estava em constante crescimento. A chegada de imigrantes, principalmente de Portugal e Itália, contribuiu para a diversificação da comunidade, trazendo consigo novas tradições e costumes, que se refletiam na necessidade de um registro mais completo e preciso.
O primeiro oficial do cartório, o renomado Sr. Manuel Ferreira, foi nomeado em 1938, com a designação de Tabelião de Notas. Sua atuação inicial foi de registrar os primeiros casamentos e, gradualmente, expandir as atividades para registrar os nascimentos e óbitos. Ao longo das décadas seguintes, o cartório passou por diversas transformações, adaptando-se às novas tecnologias e às demandas da população. A década de 1960 viu a introdução de um sistema de informática, que permitiu a automatização de algumas tarefas e a organização de dados de forma mais eficiente. A gestão do cartório também passou por mudanças, com a criação de novas áreas de atuação, como a registro de transferências de imóveis e a emissão de documentos para empresas. A cidade de Miravânia, em constante crescimento, viu o cartório se consolidar como um importante instrumento de organização e segurança jurídica.
Ao longo dos anos, o cartório de Miravânia se tornou um ponto de referência para as famílias da região. Milhares de famílias foram atendidas, desde os primeiros registros de nascimento até a elaboração de testamentos e a resolução de disputas familiares. A estimativa atual é que o cartório tenha atendido, em média, cerca de 3000 famílias por ano, com um número significativo de casamentos e óbitos registrados. A presença do cartório também contribuiu para a preservação da memória histórica da cidade, registrando documentos que revelam a evolução da cultura e da sociedade de Miravânia. O cartório, com sua estrutura obrigatória, mantém a segurança jurídica e a organização da vida familiar, garantindo a validade dos registros e a proteção dos direitos dos cidadãos.