O Cartório do 1º Ofício de Notas e Seus Anexos, erguido no coração de Monte Alegre de Minas, nasceu em 1888, um ano que marcou a transição da cidade de um pequeno povoado a uma metrópole em ascensão. A fundação do cartório foi impulsionada pela crescente demanda por registros e documentos, um reflexo da expansão da agricultura e do comércio na região. A chegada da Companhia de Minas Gerais, em 1892, e a consequente instalação de uma nova estação de registro de documentos, solidificaram a importância do cartório como um pilar fundamental para a administração da cidade.
O primeiro tabelião, o Sr. José Ferreira da Silva, foi o pioneiro. Sua atuação, inicialmente limitada a registrar transferências de terras e documentos de propriedade, logo se expandiu para a área de Notas, um serviço essencial para a organização da vida social e econômica da comunidade. Aos poucos, o cartório se tornou sinônimo de registro de títulos, como escrituras, contratos e alvarás, além de registrar documentos de propriedade, como imóveis e bens móveis. Aos poucos, o cartório se tornou um ponto de encontro para famílias, onde eram realizados registros de nascimento, casamento e óbito, e onde a população podia obter informações sobre seus direitos e obrigações.
Ao longo das décadas, o cartório testemunhou a evolução da cidade e seus habitantes. A industrialização, que se intensificou na segunda metade do século XX, trouxe novos desafios e oportunidades. O cartório se adaptou, expandindo suas atividades para incluir o registro de documentos de pessoas jurídicas, como empresas e associações, e a elaboração de inventários. A década de 1960 foi marcada por um crescimento significativo da população, e o cartório se tornou um local de referência para a população local, atendendo a um número crescente de famílias e gerações.
Hoje, o Cartório do 1º Ofício de Notas e Seus Anexos é um marco da história de Monte Alegre de Minas. Com uma equipe de aproximadamente 30 tabeliães e assistentes, o cartório atende a mais de 5.000 famílias, registrando e preservando a memória da cidade. A sua atuação é fundamental para a segurança jurídica e a organização da vida social, garantindo a autenticidade dos registros e a segurança dos documentos.