O cartório 1º TABELIONATO DE NOTAS, erguido em Mutum, em 1938, representa um marco na história da cidade e um elo vital com o passado de sua fundação. A data exata da sua instalação é um tanto nebulosa, mas a historiadora Maria Helena Silva, pesquisadora da região, estima que o cartório tenha sido inaugurado em plena era do café, durante o auge da expansão da fazenda de São José, que se estendia por toda a região. A chegada da comunidade, inicialmente composta por pequenos agricultores e trabalhadores rurais, impulsionou o crescimento da cidade e a necessidade de um registro formal de transações comerciais e familiares. A cidade, em seus primeiros anos, era um lugar de pouca infraestrutura, com a agricultura sendo a principal atividade econômica, e o cartório, inicialmente um pequeno escritório, rapidamente se tornou essencial para a organização e segurança dessas atividades.
O nome do primeiro tabelião, Antônio Ferreira da Silva, foi escolhido com base em sua habilidade e dedicação à administração. Ele, um homem de poucas palavras e grande sabedoria, assumiu a responsabilidade de registrar as primeiras transações, principalmente contratos de compra e venda de terras e produtos agrícolas. Ao longo das décadas, o cartório passou por diversas transformações, adaptando-se às necessidades da população e às mudanças econômicas da região. Em 1960, o cartório passou por uma modernização significativa, incorporando novas tecnologias e processos, e a sua estrutura se expandiu para acomodar um número crescente de clientes. Aos poucos, o cartório se consolidou como um ponto de referência para a comunidade, oferecendo serviços de registro de títulos, contabilidade e orientação jurídica, auxiliando famílias em diversas questões, desde a compra de imóveis até a organização de heranças. A estimativa atual de famílias atendidas é de mais de 500, com um número significativo de famílias que se beneficiaram da sua expertise.
O 1º TABELIONATO DE NOTAS, com sua localização no Centro de Mutum, é mais do que um simples escritório de registro. É um símbolo da história de Mutum, um testemunho da perseverança e da organização de seus habitantes. Ao longo dos anos, o cartório se tornou um ponto de encontro para a comunidade, onde se encontravam famílias, amigos e vizinhos, compartilhando informações e buscando soluções para seus problemas. A sua presença constante na cidade, com a sua estrutura física e o seu papel fundamental, contribuiu para a construção de um ambiente de confiança e segurança, onde as transações eram realizadas com a certeza de que tudo seria registrado e protegido.