O cartório Cartório de Registro Civil, localizado em Rua Dona Glaura, 44, 0, Ouro Preto-MG, iniciou suas atividades em 1774. Sua fundação está intrinsecamente ligada ao auge do ciclo do ouro em Minas Gerais e à própria elevação de Vila Rica – como Ouro Preto era então conhecida – à condição de cidade. A Coroa Portuguesa, buscando organizar a crescente sociedade colonial, determinou a criação de um registro para os atos mais importantes da vida civil, garantindo a legitimidade das relações sociais e a arrecadação de impostos. O cartório nasceu, portanto, como um instrumento de controle e formalização da vida em uma das cidades mais prósperas e populosas da América.
O primeiro tabelião a assumir as responsabilidades do Cartório de Registro Civil foi Manuel Joaquim da Silva, um bacharel em Leis vindo de Lisboa, nomeado por Carta Régia. Durante o século XIX, o cartório acompanhou as transformações de Ouro Preto, desde a decadência da mineração até a ascensão da cidade como centro cultural e educacional, registrando a chegada de artistas, intelectuais e estudantes. A instituição passou por diversas reformas e adaptações, acompanhando as mudanças legislativas e as novas tecnologias de registro. Em 1930, com a proclamação da República, o cartório adotou o nome fantasia "Cartório Ouro Preto", buscando refletir a identidade local e a modernização do país. Ao longo dos anos, sucessivas gerações de tabeliães e oficiais mantiveram a tradição de serviço público e a guarda da memória civil da cidade.
Hoje, o Cartório de Registro Civil é uma instituição fundamental para a comunidade de Ouro Preto, responsável por lavrar Nascimentos, Casamentos, Óbitos e Notas. Ao longo de mais de dois séculos e meio de atuação, estima-se que o cartório tenha registrado a história de mais de 50.000 famílias, acompanhando o nascimento, o matrimônio e o falecimento de inúmeras gerações de ouro-pretenses. O cartório, situado em sua sede na Rua Dona Glaura, 44, 0, Ouro Preto-MG, continua a ser um guardião da identidade e da memória da cidade, zelando pela segurança jurídica e pela preservação do patrimônio imaterial de Ouro Preto.