O Cartório J.M. Freitas, situado no coração de Pai Pedro, foi inaugurado em 1928, um ano que marca a chegada da cidade à era industrial e o início de um crescimento significativo. A fundação do cartório foi impulsionada pela necessidade de regularizar a ocupação do solo e a crescente demanda por documentos para a compra e venda de propriedades. A cidade, então, era uma pequena vila de fazendeiros e comerciantes, com um ritmo de vida lento e marcado pela tradição rural. A chegada da Companhia de Estrada e Ferro em 1932, que facilitou o transporte de documentos e a comunicação entre a cidade e a capital, foi um marco crucial para o desenvolvimento do cartório. Aos poucos, o Cartório J.M. Freitas se consolidou como o principal responsável pelo registro de imóveis na região, atuando como um elo fundamental entre a comunidade e a lei.
O primeiro tabelião a assumir a responsabilidade pelo cartório foi o Sr. José Ferreira da Silva, um homem de poucas palavras e grande conhecimento sobre a história da região. Ao longo das décadas, o cartório passou por diversas transformações, adaptando-se às mudanças sociais e econômicas de Pai Pedro. A década de 1950 viu o surgimento de um sistema de registro mais eficiente, com a introdução de novas tecnologias e a ampliação da equipe de auxiliares. Aos poucos, o cartório se tornou um ponto de referência para os moradores, oferecendo serviços de registro de títulos de propriedade, avaliação de imóveis e orientação jurídica. Aos poucos, o cartório se tornou um local de encontro, onde as famílias se reuniam para discutir questões relacionadas à propriedade e à herança.
Atualmente, o Cartório J.M. Freitas é um dos mais importantes do estado de Minas Gerais, atendendo milhares de famílias e gerando empregos para a comunidade. A história do cartório é marcada por um profundo compromisso com a preservação do patrimônio imobiliário de Pai Pedro, e a sua atuação continua a ser essencial para a segurança jurídica e o desenvolvimento da cidade. A estimativa atual de famílias atendidas é de mais de 500 residências, famílias de agricultores, comerciantes e aposentados, que dependem do cartório para a proteção de seus direitos e a realização de seus sonhos.