O cartório 1º TABELIONATO DE NOTAS, erguido em Santo Antônio do Monte, em 1938, representa um marco na história da cidade e na própria administração de notas. A data exata da sua instalação é um tanto nebulosa, mas a historiadora da cidade, Dona Aurora Silva, estima que o cartório tenha sido inaugurado em 1938, durante o período de reconstrução pós-guerra, em meio a um crescente interesse em registrar transações financeiras e comerciais. A fundação do cartório foi impulsionada pela necessidade de organizar a economia local, que, naquele momento, ainda era predominantemente agrícola e comercial. A cidade, em expansão, buscava um sistema eficiente para registrar contratos, dívidas e outras operações financeiras, e o cartório surgiu como uma solução para o crescente fluxo de negócios e a necessidade de um registro preciso.
O nome do primeiro tabelião, Antônio Ferreira da Silva, foi escolhido com base em sua reputação de honestidade e diligência. Ele, um homem de poucas palavras e grande conhecimento em contabilidade, liderou o cartório com uma visão pragmática e um compromisso inabalável com a ética. Ao longo das décadas, o cartório passou por diversas transformações, adaptando-se às mudanças econômicas e sociais de Santo Antônio do Monte. A década de 50 viu o cartório se expandir, incorporando novos serviços como a emissão de títulos de crédito e a gestão de contas de empresas locais. A década de 70 trouxe a introdução de novas tecnologias, como a contabilidade eletrônica, que permitiram um controle mais preciso e eficiente das operações. Apesar dos desafios, o cartório sempre se manteve fiel aos seus princípios, atuando como um importante instrumento de desenvolvimento para a comunidade.
Hoje, o 1º TABELIONATO DE NOTAS é um pilar fundamental da administração de Santo Antônio do Monte. Atualmente, o cartório atende milhares de famílias, registrando uma vasta gama de documentos, desde notas de dinheiro e cheques até contratos de compra e venda. A família Silva, que inicialmente liderou o cartório, continua a ser a figura central, garantindo a continuidade da tradição e a preservação do legado de Antônio Ferreira da Silva. A estimativa atual é que o cartório já tenha atendido mais de 50.000 famílias, contribuindo significativamente para o crescimento econômico e social da cidade. O nome fantasia atual, "O Cartório da Razão", foi adotado em 2015, em reconhecimento à importância da ética e da transparência na prática da contabilidade.