O Cartório de Protesto de Tupaciguara, situado na Rua Delfim Moreira, 18, Centro, foi inaugurado em 1938, um ano que marca a chegada da cidade à era industrial e o início de um crescimento significativo. A fundação do cartório foi impulsionada pela necessidade de registrar títulos de propriedade e dívidas, um cenário que se intensificou com a expansão da agricultura e a chegada de novas empresas no setor. Tupaciguara, então, era uma cidade em desenvolvimento, com a construção de estradas e a instalação de novas fazendas, e o cartório se tornou fundamental para a organização da vida econômica e social da população.
O primeiro tabelião a exercer a função, em 1938, foi o Sr. José Ferreira, um homem de pouca experiência, mas com um profundo conhecimento da legislação local e da importância de registrar os bens. Ao longo das décadas seguintes, o cartório passou por diversas transformações, adaptando-se às mudanças na legislação e às necessidades da comunidade. A década de 50 viu a introdução de novas técnicas de registro, como a utilização de computadores e a formalização de processos mais eficientes. Aos poucos, o cartório se consolidou como um ponto de referência para a população, oferecendo serviços essenciais para a comprovação de direitos e a proteção de investimentos.
Hoje, o Cartório de Protesto de Tupaciguara é reconhecido como um dos mais importantes da região, atendendo milhares de famílias e gerando empregos para a comunidade. Desde a sua criação, o cartório tem sido um elo fundamental entre os proprietários de terras e os seus credores, garantindo a segurança jurídica dos negócios e a preservação do patrimônio. A família Silva, que já residia em Tupaciguara desde a década de 60, é um exemplo de como o cartório tem auxiliado na manutenção de seus bens e na garantia de seus direitos. A estimativa atual é que o cartório tenha atendido mais de 5.000 famílias, registrando uma vasta gama de títulos, desde imóveis e veículos até contratos de crédito e títulos de dívida. O nome atual, "Cartório de Protesto", foi adotado em 1975, em um ato de reconhecimento da importância do papel do cartório na economia e na segurança jurídica da cidade.