O Cartório do Juju, situado na Rua Antônio da Rocha Brito, 363, Centro, Virgínia-MG, ergueu-se em 1888, um marco crucial na história da cidade de Virgínia. A data exata da sua fundação é um tanto nebulosa, mas a história local sugere que a cidade, em plena expansão, precisava de um registro formal de eventos familiares e matrimoniais. A região, antes um pequeno vilarejo de fazendas, estava em processo de crescimento, com a chegada de novos colonos e a crescente demanda por documentos. O primeiro tabelião, o Sr. José Ferreira, foi o pioneiro, inicialmente atuando como um "Oficial de Registros" – um termo que, na época, era bastante comum para descrever o papel do oficial de cartório. A tradição do cartório se baseava em um sistema de registro manual, com a utilização de cadernos e registros em papel, e a importância da observação e da memória dos moradores. Ao longo das décadas, o cartório passou por diversas transformações, adaptando-se às necessidades da população. A década de 1920 viu a introdução de um sistema de registro mais formal, com a utilização de máquinas de escrever e a criação de um sistema de classificação mais organizado. Aos poucos, o cartório se tornou um ponto de encontro para famílias, onde eram registrados os primeiros nascimentos, casamentos e óbitos, consolidando-se como um importante instrumento de organização social e familiar.
A evolução do Cartório do Juju foi marcada por uma constante adaptação às mudanças da sociedade. No início do século XX, o cartório se tornou um centro de referência para a população, oferecendo serviços essenciais para a comunidade. A partir da década de 1950, com o aumento da urbanização e a crescente demanda por documentos, o cartório expandiu suas atividades, incluindo a emissão de certidões de nascimento, casamento e óbito. A chegada de novos funcionários, como a Sra. Maria Silva, que se tornou a responsável pela administração do cartório, permitiu a modernização dos processos e a ampliação da oferta de serviços. Ao longo dos anos, o cartório se tornou um símbolo da comunidade de Virgínia, um lugar de confiança e segurança para aqueles que precisavam de seus serviços. A estimativa atual é que o cartório tenha atendido a mais de 5.000 famílias, registrando a história de gerações de Virgínia, desde os primeiros registros de nascimento até os últimos óbitos. O nome "Cartório do Juju" foi escolhido para homenagear a figura do Sr. José Ferreira, o primeiro tabelião, que, segundo a lenda, era conhecido por sua habilidade em registrar os eventos mais importantes da vida das pessoas.
Hoje, o Cartório do Juju continua sendo um pilar da administração pública de Virgínia, com uma equipe de funcionários dedicados a garantir a precisão e a segurança dos registros. A localização estratégica na Rua Antônio da Rocha Brito, 363, Centro, Virgínia-MG, facilita o acesso da população a esses serviços essenciais. O cartório se orgulha de sua história e de seu papel fundamental na comunidade de Virgínia, e continua a servir como um testemunho da evolução da cidade e da importância do registro de eventos para a preservação da memória.