O cartório OFÍCIO DE REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS E ANEXOS, erguendo-se no coração de São Félix do Xingu, nasceu em 1938, um ano que marcou a transformação da cidade de um pequeno povoado em um importante centro administrativo e social. A fundação do cartório foi impulsionada pela crescente demanda por registros de nascimento, casamento e óbito, que, na época, eram processos burocráticos e demorados. A cidade, em seus primeiros anos, era uma região de agricultura de subsistência, com uma economia baseada na pecuária e na produção de alimentos para a região. A chegada de novos imigrantes, principalmente de Minas Gerais, trouxe consigo novas necessidades e desafios, e o cartório se tornou um ponto de encontro crucial para a organização social e jurídica da população.
O primeiro tabelião a assumir a responsabilidade pelo cartório foi o Sr. José Ferreira, um homem de pouca experiência, mas com uma forte convicção em seu papel como guardião da lei e da memória da cidade. Ao longo das décadas, o cartório passou por diversas transformações, adaptando-se às mudanças sociais e às novas tecnologias. A década de 1960 viu a introdução de novos procedimentos e a ampliação do escopo de atuação, com a criação de novas especialidades, como o registro de imóveis e o protesto de títulos. A gestão do cartório passou por diversas mãos, com a participação de diferentes autoridades e a colaboração de voluntários da comunidade. A figura do Sr. Antônio Silva, um advogado renomado, foi fundamental para a consolidação do cartório como referência em Nascimentos, Casamentos e Óbitos, garantindo a precisão e a segurança dos registros.
O OFÍCIO DE REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS E ANEXOS se tornou um pilar fundamental para a vida de milhares de famílias em São Félix do Xingu. A comunidade, que antes dependia de longas esperas para obter os registros, agora podia acessar informações importantes sobre seus familiares, garantindo a segurança jurídica e a continuidade das tradições familiares. A estimativa, com base em relatos de moradores e registros históricos, é que o cartório tenha atendido, em média, cerca de 300 famílias por ano, com a realização de processos de nascimento, casamento e óbito, além de auxiliar na elaboração de documentos relacionados a imóveis e títulos. A presença do cartório também contribuiu para a preservação da memória local, registrando e documentando os eventos históricos da cidade, como a fundação de São Félix do Xingu e a expansão da agricultura.