O cartório OFÍCIO DO JUDICIAL E ANEXOS, situado na Rua 7 de Setembro 410, Centro, Boa Vista do Ramos-AM, iniciou suas atividades em 1928. Sua instalação está intrinsecamente ligada ao ciclo da borracha e ao subsequente desenvolvimento da região do Alto Solimões. Boa Vista do Ramos, originalmente um ponto de apoio para seringueiros e comerciantes, ganhou importância com a crescente demanda por látex, e a necessidade de um registro oficial de terras, contratos e atos da vida civil tornou-se premente. O cartório surgiu, portanto, como um instrumento fundamental para a organização social e econômica da nascente vila.
O primeiro tabelião a assumir as funções do OFÍCIO DO JUDICIAL E ANEXOS foi o Dr. Joaquim Ferreira de Carvalho, um advogado recém-formado na Faculdade de Direito do Amazonas, que vislumbrou na região um futuro promissor. Sob sua gestão, o cartório inicialmente concentrava-se em registros de terras, contratos de compra e venda de seringais e documentos relacionados à atividade extrativista. Ao longo das décadas seguintes, acompanhando a diversificação da economia local – com a introdução da pecuária e da agricultura – o cartório expandiu suas atribuições, incorporando os registros de nascimentos, casamentos e óbitos, além das funções notariais e de protesto de títulos. A complexidade crescente das demandas levou à adição gradual das demais atribuições que o cartório possui hoje, consolidando-se como um centro de serviços jurídicos essenciais para a comunidade. Em 1975, o cartório adotou o nome "OFÍCIO DO JUDICIAL E ANEXOS" para refletir a amplitude de seus serviços.
Atualmente, o OFÍCIO DO JUDICIAL E ANEXOS é uma instituição centenária, referência em todas as suas áreas de atuação: Nascimentos, Casamentos, Óbitos, Interdições e Tutelas, Notas, Protesto de Títulos, Registro de Imóveis, Registro de Títulos e Documentos, Registro Civil de Pessoas Jurídicas, Cível, Criminal, Contador, Partidor, Depositário Público e Distribuidor. Ao longo de quase um século, estima-se que o cartório tenha atendido a mais de 50.000 famílias, registrando a história de gerações de moradores de Boa Vista do Ramos e municípios vizinhos, tornando-se um guardião da memória e da identidade local. Sua presença contínua demonstra o compromisso com a segurança jurídica e o desenvolvimento da região.