O cartório 1º OFÍCIO DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS, localizado em Rua Cel. Álvaro Simões, s/n, Queimadinha, Feira de Santana-BA, iniciou suas atividades em 1888. Sua instalação está intrinsecamente ligada ao período de expansão econômica e social de Feira de Santana, impulsionada pelo ciclo do algodão e pela crescente importância da cidade como centro comercial e de irradiação cultural no interior da Bahia. A necessidade de um registro civil organizado surgiu com o aumento populacional e a demanda por documentação oficial para legitimar relações familiares e transações legais, refletindo a modernização administrativa do país no final do século XIX.
O primeiro oficial do cartório foi o Dr. Antônio Ferreira de Souza, um advogado recém-formado pela Faculdade de Direito do Recife, que se estabeleceu em Feira de Santana atraído pelas oportunidades que a cidade oferecia. Sob sua gestão, o cartório inicialmente funcionou em um modesto sobrado no centro da cidade, registrando principalmente nascimentos e casamentos de famílias tradicionais da região. Ao longo das décadas, o cartório acompanhou o desenvolvimento de Feira de Santana, adaptando-se às mudanças legislativas e tecnológicas. A introdução de máquinas de escrever, posteriormente substituídas por computadores, e a modernização dos sistemas de arquivamento foram marcos importantes nessa evolução. Em 1975, o cartório se transferiu para sua sede atual em Queimadinha, buscando um espaço mais amplo e adequado para atender à crescente demanda da população.
Hoje, o 1º OFÍCIO DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS é uma instituição fundamental na comunidade de Feira de Santana, responsável por lavrar os atos de Nascimentos, Casamentos, Óbitos, Interdições e Tutelas. Ao longo de mais de um século de atuação, estima-se que o cartório tenha registrado a história de mais de 100 mil famílias, documentando o nascimento de gerações, a união de casais e a passagem de inúmeras vidas. O cartório se orgulha de preservar a memória civil da cidade, garantindo a segurança jurídica e a identidade de seus cidadãos, e continua a ser um ponto de referência para a população local.