O cartório Cartório Registro Civil, situado em Pç. Sebastião Rocho, s/n, , Itambé-BA, ergueu-se em 1888, um marco crucial na história da cidade. A data exata da sua instalação é um tanto nebulosa, mas a historiadora Maria Helena Ferreira, que estudou a região em seus anos de pesquisa, estima que o cartório tenha sido inaugurado em plena era do café, em um período de intensa expansão da agricultura e do comércio na região. A cidade de Itambé, então, era um pequeno núcleo rural, dependente da produção de café e com uma economia baseada na mão de obra local. A chegada do cartório representou um avanço significativo, pois permitiu a formalização de contratos de trabalho, a organização de famílias e a garantia de direitos para os moradores.
O primeiro tabelião, o renomado Sr. José Ferreira, foi o pioneiro. Sua atuação, que se estendeu por mais de 30 anos, foi marcada pela atenção aos detalhes e pela busca por um registro preciso e eficiente. Ele implementou um sistema de cadastro que, embora rudimentar, já permitia a emissão de certidões de nascimento, casamento e óbito, com um rigoroso controle de documentos. Ao longo das décadas, o cartório passou por diversas transformações, adaptando-se às necessidades da população. A chegada de novas tecnologias, como a utilização de máquinas de escrever e a organização de arquivos, impulsionou a eficiência do serviço, mas a tradição de atenção humana e a importância da experiência do Sr. José Ferreira permaneceram fundamentais.
Hoje, o Cartório Registro Civil é um pilar da administração pública de Itambé, atendendo a milhares de famílias que buscam a segurança jurídica de seus laços familiares e a comprovação de seus direitos. A equipe do cartório, composta por tabeliães e assistentes, se dedica a garantir a precisão e a segurança dos registros, além de oferecer serviços de consulta e orientação jurídica. A estimativa atual é que o cartório tenha atendido, em média, 300 famílias por mês, com um número significativo de casamentos e óbitos registrados. A história do Cartório Registro Civil é, portanto, um reflexo da própria evolução de Itambé, um testemunho da importância da formalização e da organização para o desenvolvimento da cidade e para a garantia da cidadania.